Não tenho hábito de ir a cemitérios. Em São Paulo ia ao cemitério do Araçá para apreciar as obras de Brecheret, que os ricos do início do século contratavam para homenagear seus mortos. Tenho a crença religiosa que meus amigos e familiares são sempre lembrados pelas minhas orações, meus queridos pais, meu sobrinho, queridos amigos como a Dona Cida, e outros tantos que já estão ao lado de Deus. Lembro-me de um livro de Érico Veríssimo, creio em que no portão do cemitério estava escrito em letras garrafais: Nós que aqui estamos, por Vós esperamos! É a maior e única certeza que temos. E recordando o filme espírita Nosso Lar, num dia escolhido por Deus, estaremos todos juntos. Agradeço a publicação.
Carlota Magalhães