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Metade dos moradores de favelas acessa a Internet, aponta pesquisa

Folhapress
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Virtualmente falando, a periferia já se encontra bem representada. Segundo pesquisa do Instituto Data Favela, 52% dos brasileiros que moram em favelas têm acesso à rede -sendo que metade destes a utiliza todos os dias. Na faixa de idade entre 16 a 29 anos, o número de conectados salta para 78%.

A presença das comunidades se reflete nas redes sociais, principalmente no Facebook, no qual 85% dos internautas pesquisados afirmam ter um perfil.

O Orkut vem em seguida, com a presença de avatares de 22% dos usuários, o que o torna mais popular do que fenômenos mais recentes, como o Twitter (15%) e o Instagram (11%).

No entanto, é o uso do LinkedIn, rede social voltada à carreira dos participantes, o que mais surpreende Renato Meirelles, presidente do Instituto Data Popular. “A penetração do LinkedIn reflete o aumento do emprego formal entre os moradores, que hoje chega a 52%”, afirma. Entre os entrevistados, 4% afirmaram possuir conta na rede.

Outro dado destacado por Meirelles é o uso do Internet banking entre os moradores com acesso a estas instituições, em 18% - taxa idêntica à dos brasileiros em geral.

Segundo o presidente, o acesso à Internet, de forma geral, é homogêneo no território brasileiro. “O uso é um pouco menor no Nordeste em comparação com o Sudeste, mas as diferenças são mais etárias do que regionais”, diz.

Os computadores de mesa ainda são a principal ligação dos usuários com o mundo virtual, utilizado por 66% dos entrevistados.

Os smartphones, entretanto, já estão na mão de 41% dos entrevistados -incluindo metade dos jovens (até 29 anos). Isso acarreta na diminuição do número de lan houses nas comunidades pesquisadas. Ele atenta para o desejo desses consumidores, já que, segundo a pesquisa, 1,7 milhão pretende adquirir um notebook nos próximos 12 meses, e 1,2 milhão quer comprar um tablet.

 

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