Exatamente no dia em que se completou 17 anos da morte do estudante Carlos Eduardo Sughihara, a Justiça decidiu o destino do acusado de assassinato. O dentista Renato Yoshiro Oshiro foi considerado inocente em um julgamento que demorou cerca de oito horas para terminar.
O caso ocorreu no dia 25 de outubro de 1996. Na ocasião, após uma briga em um estabelecimento comercial na rua Azarias Leite, em Bauru, Carlos Eduardo, estudante de engenharia com 19 anos na época, foi atingido com dois golpes de estilete. O jovem ficou seis dias internado e morreu.
Na época, testemunhas disseram que Renato Oshiro, então com 21 anos e estudante de odontologia, estaria portando um canivete oxidado. Outros dois jovens que estavam na briga saíram com ferimentos.
Após vários recursos e o caso ter ficado “estacionado” no Supremo Tribunal Federal (STF) por vários anos, o júri popular finalmente foi realizado na tarde de ontem no Fórum de Bauru.
Das seis testemunhas arroladas (duas de defesa e quatro de acusação), apenas uma foi ouvida. Foi a irmã de Renato Oshiro.
A defesa do acusado se dividiu em algumas teses principais. Como Renato sempre negou o crime, os advogados afirmavam que não havia qualquer prova de sua autoria. A outra tese é de que, caso os jurados entendessem que ele desferiu os golpes, fosse considerada a legítima defesa.
A defesa ainda se apoiou no laudo médico para apontar que o quadro da vítima piorou no hospital, considerando que não era possível afirmar que os golpes de estilete foram a causa direta da morte.
Ao fim do julgamento, o dentista Renato Yoshiro Oshiro foi considerado inocente. Segundo informações do Fórum, considerou-se que não era possível associar os golpes à causa direta da morte e ele foi absolvido.