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Festival Ciad: a emoção dos bastidores

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Estar na plateia de um festival de dança árabe é certeza de emoção, e o encantamento provocado pelas apresentações explode em aplausos. Mas, antes de subirem ao palco, a emoção também toma conta das candidatas nos bastidores.

Em meio ao figurino e acessórios escolhidos a dedo, cabelo e maquiagem sendo preparados, as histórias de cada uma das dançarinas se fundem. O JC conferiu tudo isso de perto, ontem, na abertura do “XVI Festival Interamericano Árabe Ciad Brasil”, realizado no Teatro Municipal. O evento segue hoje, a partir das 14h.

É possível sentir a energia contagiante da dança árabe ao entrar no teatro e notar o vaivém das candidatas do concurso. De todas as idades e de várias regiões. Cada uma com sua história.

Yeda Mendes Fabri, por exemplo, tem 50 anos, é comerciante na cidade de Ourinhos e se apresentou com o Grupo Calil. Há dois anos ela incluiu a dança do ventre em sua vida e diz só ver resultados positivos em seu cotidiano.

“Eu comecei simplesmente pela dança, mas é impossível não notar que minha autoestima cresceu, assim como a minha vaidade. Passei a me valorizar mais e a gostar mais de mim”, destaca. Esta é a segunda vez que Yeda participa de um festival em Bauru. “Mas a satisfação da competição não está em ter bons resultados, e sim em estar junto com o grupo mostrando o nosso trabalho. Esta é a melhor colocação”, afirma.

Para a pequena Maria Vitória Amaral Rocha, 8 anos, bom mesmo é  ver a família na plateia quando dança: “Fico feliz porque eles aplaudem e também ficam felizes quando eu danço”. Já a professora da menina, Ariane Brisolla, define festivais como este da Ciad como uma excelente oportunidade para os professores de dança mostrarem o seu trabalho no palco e serem avaliados por sua criação.

“Ver a emoção das famílias dos alunos é outa coisa que me realiza”. Ariane é de Avaré e, entre outras apresentações, dançou ao lado da aluna Vitória Carozelli Villegas pela categoria dupla mista.

 

Atrações

Danças orientais, étnicas, concurso, exposição, mostras não-competitivas, exposições de produtos, workshops e muito mais sobre o universo fascinante da dança árabe compõem as atrações do festival, que pertence ao calendário oficial da Confederação Interamericana de Danças (Ciad) e abre a temporada de festivais árabes na cidade. O “III Festival de Danças Árabes e Étnicas de Bauru-Perséfone” e o “VI Festival Flores do Oriente”, além do espetáculo “Éden - Mil e Uma Noites no Paraíso”, também acontecem no decorrer do mês.

Segundo a bailarina e coreógrafa Márcia Nuriah, vice-presidente da Ciad Europa e da associação “Arte Senza Frontiere” (Itália), o objetivo maior do tradicional festival, que contabiliza mais de 150 apresentações de dança há 16 anos, é promover o encontro entre bailarinos, professores, coreógrafos e artistas em geral para um grande intercâmbio de ideias e divulgação da dança.

Entre as inúmeras exibições, como encerramento das noites, a edição conta ainda com dois espetáculos de gala, com a participação de profissionais premiados e alunos mais destacados nos anos anteriores. “Cinema: Do Cairo a Hollywood”, é o tema das criações.

A plateia ainda tem a oportunidade de ver uma apresentação de Márcia Nuriah com o grande bailarino libanês Tufic Nabak. Conhecido em todo o País e no Exterior, ele tem passagens no cinema, TV e é autor do livro “Um Líbano Inesquecível”.


Serviço

Ingressos custam R$ 10,00, mais meio quilo de alimento. Mais informações pelo telefone (14) 3227-2027.

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