O que acontece com a classe médica de Bauru? Por que rechaçar a jornada de trabalho da qual tinham ciência quando participaram do certame para conseguir tal emprego? E o pior: por que tratar a vida das pessoas como se fosse mercadoria? Lei da oferta e procura? O que é isso?
Onde está o juramento que fizeram?
Creio que nenhum destes pseudo-profissionais que trabalham na rede pública de Bauru conseguirá responder às questões acima a contento. Se trabalhassem de fato as quatro horas diárias, mesmo que atendendo apenas 16 pacientes, o atendimento seria mais humanizado, com melhores condições de diagnósticos mais precisos, além, claro, da aproximação dos usuários com o médico que lhe atende. Mas o que realmente ocorre, a realidade que vemos e ouvimos diariamente nos postos de saúde e pronto-socorros é bem diferente. Médicos que nunca cumprem suas jornadas de trabalho, desconversam quando questionados, brincam com a vida das pessoas, pois se acham deuses.
Mas não são. São maus profissionais, incapazes até mesmo de cumprir a jornada de trabalho para a qual foram contratados, saindo no meio dos plantões para resolver problemas pessoais como se nada tivesse acontecendo. Tentam deixar o Executivo refém de seus desmandos, fazem críticas quando o governo federal decide acabar com a farra e contrata médicos estrangeiros. O que fazem estes médicos para mudar a opinião que o povo brasileiro adquiriu com a classe nos últimos tempos? Conseguem estragar ainda mais a imagem que têm.
Tentam de todas as formas conseguir mais dinheiro dos governos, de forma que a pressão nunca vai para o governante, mas para a população carente, a que mais precisa, justamente a que paga os altos salários destes mercenários.
Já é histórico na cidade de Bauru lidarmos com estes médicos, isso pode mudar quando mudar o pensamento de que médico é deus. Ele não pode tudo! Ele não sabe tudo! Se quiserem ser reconhecidos, façam por merecer, é assim com qualquer classe profissional.
O que esperamos é que de fato a prefeitura e Câmara se unam e consigam reverter este quadro, pois é inadmissível ficarmos reféns destes maus profissionais.
Que os médicos lembrem-se de que também são humanos, que deixem de lado o capitalismo e lembrem-se do porquê estudaram medicina.
Kleber Roberto Moni