Tribuna do Leitor

Alta de impostos


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Entendemos que há a necessidade de aumento no IPTU e que, devido à valorização imobiliária, a base de cálculo está desatualizada. E numa democracia não seria racional ser contra a justiça tributária. No entanto, a valorização do imóvel, se for analisar com a razão e sem emoção, tende em parte a ser irrelevante, pois só dá lucros ao seu proprietário só quando for vendido. E não enquanto permanece nele. E ainda tem os casos dos aposentados que compraram suas casas quando estavam na ativa, e hoje, ganhando menos, não obtêm descontos e são punidos pela alta dos impostos que comprime mais suas rendas já diminuídas.

Nos Estados Unidos, viúvas e aposentados podem optar por não pagar o IPTU que se acumula até ser cobrado somente na venda ou transmissão do imóvel. Por que, prefeito e vereadores, não adotarmos essa iniciativa bem sucedida aqui em Bauru? Com certeza seríamos exemplo em todo o Brasil e as populações dos outros municípios fariam pressão para seus políticos fazerem o mesmo. O IPTU é um falso imposto sobre imóveis porque na verdade ele incide sobre a renda e deveria ser aumentado limitado aos salários.

A dificuldade financeira não pode ser desculpas para a Secretaria de Finanças do governo Rodrigo Agostinho aumentar consideravelmente os impostos em nossa cidade. Para sanear as contas públicas, uma administração tem que se pautar pela eficiência administrativa e melhorar a qualidade de seus gastos. No ano eleitoral de 2012, fizeram planos de cargos e salários e deram aumento à vontade e a prestação de serviço para a população não se alterou em nada. Não cabe a nós, enquanto sociedade, bancar agora a sangria da farra do boi que antecedeu as eleições de 2012.

Com falta de água, buracos na rua e a saúde meio capenga, alta elevada de impostos é o começo do tiro no próprio pé materializada em queda brusca de popularidade.


Pedro Valentim


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