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Brasileiros formados na Bolívia não podem atuar em programa

Por Lucas Vettorazzo | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (4) que os médicos brasileiros formados na Bolívia não poderão participar do programa Mais Médicos.

Reprodução

Padilha afirmou que os médicos brasileiros formados na Bolívia não poderão participar do programa Mais Médicos

O governo do Acre, um dos principais exportadores de estudantes de medicina para a Bolívia, propôs ao ministério que autorizasse a entrada de brasileiros formados no país vizinho no programa sem a necessidade de revalidação de diploma.

Padilha usou o regulamento do programa como justificativa para barrar esses profissionais, com ou sem revalidação de diploma.

Atualmente, estão aptos a enviar profissionais ao Brasil países com proporção igual ou superior a 1,8 médico por mil habitantes. Caso que não é o registrado na Bolívia, que tem percentual de 1,2 médico por mil habitantes.

Uma segunda barreira do regulamento é que os médicos do Mais Médicos têm de ter atuado em seus países de origem, que não seria o caso de parte dos profissionais brasileiros formados na Bolívia.

"Nós estamos implementando ainda o programa que foi votado no Congresso. Por enquanto, vamos continuar dentro do regulamento proposto inicialmente", disse Padilha, que participou de evento no Rio, na manhã de hoje.

Recentemente, a secretaria de Saúde do Acre fez um pré-cadastro com 700 potenciais participantes do Mais Médicos, dos quais a maioria é formada na Bolívia. O levantamento indicou que, apenas no Acre, há 368 médicos formados no exterior sem o Revalida, dos quais 98% estudaram na Bolívia.

Não há números oficiais sobre o total de acreanos cursando medicina no país vizinho, mas o governo estadual estima que chegue a 6.000.

Revalida

Padilha voltou a dizer que não vê problema nos 48 médicos do programa que reprovaram na prova do Revalida. Segundo ele, esses médicos não podem ser considerados de segunda linha.

O ministro lembrou que os médicos do programa irão atender nos serviços mais básicos e o revalida contém questões voltadas para quem irá atuar, por exemplo, em cirurgias e UTIs.

Hoje começa a chegar ao país mais 3 mil médicos cubanos para o Mais Médicos. Eles passarão por treinamento durante três semanas e depois atuarão em São Paulo, Distrito Federal, Fortaleza, Belo Horizonte e Vitória.

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