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Congresso cobra explicações sobre espionagem de diplomatas

Folhapress
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Congressistas cobraram ontem explicações do governo federal sobre operações secretas realizadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o objetivo de espionar diplomatas de outros países em embaixadas e residências no Brasil.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), vice-presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, quer convocar o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, e o ministro José Elito Carvalho Siqueira, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) para prestarem esclarecimentos.

Reportagem mostrou ontem um relatório produzido pela Abin que mostra detalhes sobre dez operações realizadas entre 2003 e 2004 pela agência com o monitoramento de diplomatas da Rússia, Irã e Iraque. O GSI - que comanda a Abin - confirmou as operações, mas disse que elas obedeceram a lei brasileira e que tinham como meta proteger segredos de Estado.


Iraque confiante

A embaixada iraquiana em Brasília divulgou uma nota ontem sobre o monitoramento que a Abin fez de algum de seus diplomatas.

O texto diz que a embaixada mantém a “absoluta confiança na força que caracteriza as relações entre o Iraque e o Brasil” e destaca “o enorme desejo” que os países elevem as relações “em todos os sentidos”. A embaixada confirmou ainda que não foi oficialmente avisada pelo governo sobre o monitoramento.

A reportagem procurou representantes dos outros países envolvidos, mas não obteve resposta até a noite.

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