Éder Azevedo |
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Avião pegou fogo após descer em uma pista às margens da rodovia SP-255 no município de Bocaina em 25 de outubro |
O Ministério Público Federal de Bauru ofereceu denúncia na Justiça por tráfico internacional, posse e porte de arma de uso restrito e organização criminosa contra os cinco envolvidos na operação da Polícia Federal (PF) que resultou na morte do agente Fábio Ricardo Paiva Luciano, 38 anos. Nesse dia houve também a queda de um avião supostamente carregado com 500 quilos de droga às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), em Bocaina (69 quilômetros de Bauru).
Entre os envolvidos está um piloto preso em 25 de outubro. Pessoas de apoio de solo que aguardavam a chegada do entorpecente trocaram tiros com policiais federais.
Por enquanto os cinco não respondem pela morte do agente, cujo inquérito foi desmembrado e ainda prossegue com as investigações na Polícia Federal.
Os denunciados são moradores da região de Campinas, menos o piloto, que é do Mato Grosso do Sul, mas residia no Paraguai.
Poucas horas após a queda do avião, a polícia prendeu três homens e uma mulher que fariam parte do grupo criminoso, entre eles o piloto da aeronave, que estava ferido. Na manhã do dia seguinte, outro acusado foi preso quando tentava pegar carona na rodovia. Depois de prestar depoimento, todos foram levados para unidades prisionais da região.
Dois dias depois da operação, três dos cinco presos conseguiram alvará de soltura. Entretanto, ainda em primeira instância, a Justiça Federal reavaliou a decisão e somente soltou um deles. No caso, quem conquistou o direito de responder em liberdade foi uma mulher que, juntamente com outro homem, resgatou um terceiro na rodovia.
O piloto também havia sido beneficiado com a soltura. Contudo, foi mantido preso após a reavaliação do juiz de plantão Marcelo Zandavali. Com isso, o advogado do piloto entrou com o pedido de liminar em habeas corpus a solicitação foi negada no Tribunal Regional Federal. O mérito do pedido ainda não foi julgado.
Além da droga que a Polícia Federal disse que provavelmente foi queimada no incêndio da aeronave, os acusados de tráfico de droga estavam fortemente armados, entre elas uma metralhadora importada calibre .50 e duas pistolas calibre .40, além de munições de calibres diversos.
A metralhadora ponto 50 é uma arma de guerra que se baseia na versatilidade em combate, por causa da configuração de sua munição, que pode ser perfurante anti blindagem, explosiva e incendiária.
Diante disso, foi oferecida denúncia de estarem usando armamento pesado de uso restrito, além de enquadrados em tráfico internacional de armas e associação criminosa. “Todas as armas eram de uso restrito, a menor delas uma .40 também não estava legalizada. Por ser armas estrangeiras foram enquadrados em tráfico internacional de armas”, explicou o procurador Fabiano Carrer.
Como foi
Por volta das 21h30 houve um confronto entre policiais federais e traficantes de cocaína no dia 25 de outubro. Os agentes – em número não divulgado – aguardavam o pouso da aeronave para surpreender os traficantes que transportavam cerca de 500 quilos de pasta base da droga. Quando a aeronave estava aterrissando, os agentes foram surpreendidos pelos bandidos. Houve troca de tiros e um agente foi atingido e socorrido para a Santa Casa de Jaú, onde morreu.
A aeronave caiu e pegou fogo. O piloto conseguiu sair do monomotor com vida e, embora ferido, se livrou da prisão naquele momento, mas foi preso na sequência.Agentes de Marília, Bauru e Araraquara foram chamados e passaram a vasculhar as imediações e conseguiram prender cinco dos nove acusados que iriam resgatar a droga proveniente do exterior, segundo a PF. Além da droga que a Polícia Federal disse que provavelmente foi queimada no incêndio da aeronave, os traficantes estavam fortemente armados.
Sabe-se que parte das armas foi apreendida, entre elas uma metralhadora importada calibre .50 e duas pistolas calibre .40, além de munições de calibres diversos.
