Fotos/João Rosan |
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Portas de banheiros, incluindo um exclusivo para deficientes, foram arrancadas |
Nem o banheiro exclusivo de deficientes foi perdoado. Portas arrombadas e fraldas espalhadas foram apenas alguns dos estragos da mais recente invasão na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Francisco Junior “Zé do Skinão”, em Bauru. Depois que o estabelecimento localizado no Jardim Progresso ficou sem caseiro, é o terceiro ato de vandalismo somente neste ano.
O crime mais recente ocorreu durante este fim de semana. Ao chegar ao local na segunda-feira de manhã, a vice-diretora Sandra Regina Pereira encontrou o saldo dos vândalos. “Eles reviraram um monte de objetos. Pegaram mais os materiais didáticos mesmo. Jogaram tudo pelo chão”, relata.
Os invasores arrombaram dois banheiros e três salas de aula. Além disso, destruíram as portas de quatro armários de aço. Também quebraram torneiras e mancharam o quadro negro. “Não sentimos a falta de nada. Ou seja, não furtaram nada. Fazem isso na maldade mesmo, só para destruir tudo”.
Maldade é a palavra exata para definir a ação. Na escola, que tem um aluno com deficiência matriculado, eles arrombaram o banheiro exclusivo. “A gente ‘troca’ ele lá. Então, além de arrombarem o banheiro, jogaram todas as fraldas dele pelo chão”, conta a vice-diretora.
No aguardo do trabalho de perícia técnica da Polícia Científica, os locais atingidos não puderam ser usados até a manhã de ontem. Segundo a direção, os alunos foram remanejados para as salas de reforço, biblioteca e outros, onde participaram de atividades alternativas. Ontem, as aulas foram restabelecidas normalmente.
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Invasores arrombaram fechaduras para entrar na escola municipal |
A escola municipal atende alunos de 6 a 10 anos. Quando os pais chegaram para deixar as crianças na segunda-feira, acabaram se deparando com a cena de destruição.
Um deles foi a diarista Clara Cristina da Costa Amaral, de 38 anos. Ela tem dois filhos matriculados na escola, uma menina de 7 anos e um menino de 9. A mulher resolveu levá-los de volta para casa na segunda-feira.
“Ficamos assustados. Dá aquela sensação de insegurança. As crianças também ficaram assustadas ao ver tudo aquilo. Mas a direção foi muito atenciosa com todos os pais e os alunos”, relata.
Escola terá vigia
Além de estar sem o caseiro, a Emef José Francisco Junior “Zé do Skinão” não possui vigia e tampouco sistema de monitoramento por câmeras. A assessoria de comunicação do município informou que o setor de vigilância deverá manter um vigia na instituição até que todos os danos causados no prédio sejam recuperados.
Por nota, a assessoria afirma que, “para o próximo ano, a Secretaria de Educação estuda a possibilidade de ampliar o sistema de monitoramento existente nas escolas”.
Atualmente, os sensores ficam instalados em pontos estratégicos. Com a ampliação, todos os locais das escolas seriam equipados. “Entretanto, essa alteração depende de recursos orçamentários, cuja possibilidade da viabilização deve ser analisada em 2014”, conclui a nota.
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O grupo manchou o quadro negro de uma das salas de aula |
Recorrente
Esta é a terceira vez que a escola foi vítima de vândalos só em 2013. A invasão recente é apontada como a mais grave, porém, as outras duas também trouxeram vários transtornos a funcionários e alunos.
“Em maio, entraram aqui e esvaziaram todos os extintores. Já em setembro, eles invadiram e quebraram vários vasos e hidrantes. Tentaram invadir algumas salas de aula também”, relata a vice-diretora Sandra Pereira. Neste último ato, conforme o JC divulgou na ocasião, foram levadas até torneiras da escola.
Os funcionários acreditam que a onda de vandalismo tenha relação com a ausência de um caseiro. “Antes, ficava um caseiro aqui. Ele não era propriamente um vigia, porém ficava por aqui. Acredito que isso afastava os vândalos. Ele saiu por motivos particulares e as invasões começaram”, aponta a vice-diretora.
Por meio de nota emitida pela assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Educação informa que estuda a possibilidade de um novo caseiro no local. “Entretanto a escolha dessa pessoa implica em cumprimento de várias exigências, cujos trâmites legais devem ser seguidos”.


