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Papéis mostram elo do ?Clarín? e a ditadura, diz Casa Rosada

Folhapress
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O governo argentino disse ontem que, em meio a 1.500 documentos da ditadura descobertos na semana passada, há diversos mostrando que a junta militar nos anos 70 ajudou o “Clarín” a comprar parte da Papel Prensa, maior empresa de papel-jornal do país.

A revelação ocorre no momento em que o governo dá início a um processo para desmembrar o grupo de mídia, seu inimigo. A divisão será possível após decisão da Suprema Corte que validou a nova Lei de Mídia do país.

No anúncio da descoberta, o ministro da Defesa, Agustín Rossi, se ateve principalmente aos registros relacionados à Papel Prensa, que tem como sócio majoritário o Clarín, com 49% das ações - o grupo La Nación, do jornal homônimo, tem 22,5%, e o Estado, 27,5%.

Segundo Rossi, os papéis mostram que há uma relação entre a venda da Papel Prensa, o “desaparecimento” de seu antigo dono, David Graiver (morto em um acidente aéreo em 1976) e as prisões de seus familiares na sequência.

O ministro disse que foram achados 13 documentos originais que falam sobre a empresa, com datas de 15/9/76 a 1/12/77, “o que demonstra que (o tema) era de discussão permanente na junta”.

A venda da Papel Prensa para a Fapel, sociedade que era integrada por Clarín, “La Nación” e “La Razón” foi feita em novembro de 1976.

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