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Justiça bloqueia bens de suspeitos de cartel no Metrô e trens de SP

Folhapress
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A Justiça Federal decretou ontem o bloqueio de R$ 60 milhões em bens de empresas e pessoas investigadas por supostas fraudes em licitações no setor de trens do Estado de São Paulo. Segundo a Polícia Federal (PF), que pediu o congelamento dos bens, foram bloqueados valores em contas bancárias, títulos de investimento e ações.

Cinco pessoas - sendo três ex-diretores da CPTM, estatal de trens paulista - e três empresas tiveram seus bens bloqueados. Duas das empresas são suspeitas de auxiliar a prática dos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A PF não divulgou o nome das pessoas nem das empresas envolvidas. Atualmente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga o cartel para fraudar licitações a partir de informações repassadas pela Siemens.

A decisão - que visa ressarcir o prejuízo dos cofres públicos - foi tomada a partir de solicitação da PF, feita depois que a instituição tomou conhecimento do requerimento de cooperação internacional encaminhado ao Brasil por autoridades suíça.

No final do mês passado, reportagem revelou que a Suíça havia arquivado parte de suas investigações sobre a Alstom pois desistiu de esperar por colaboração brasileira, após dois anos e oito meses de espera. Autoridades brasileiras foram informadas de que o Ministério Público da Suíça desistiu de esperar que Ministério Público Federal brasileiro interrogasse quatro suspeitos do caso, analisasse sua movimentação financeira no país e fizesse buscas na casa de João Roberto Zaniboni, um ex-diretor da estatal CPTM.

A solicitação era de fevereiro de 2011. O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre a Alstom, alegou uma “falha administrativa”: o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto recentemente.

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