O mais poderoso tufão do ano e possivelmente o mais forte a atingir a terra na história castigou as Filipinas ontem, com ventos de cerca de 313 km/h, deixando pelo menos quatro mortos e sete feridos e desalojou cerca de 750 mil, segundo o porta-voz da agência nacional de desastres, Rey Balido.
Segundo a agência, duas pessoas morreram eletrocutadas depois que o tufão Hayian derrubou várias linhas elétricas, enquanto a terceira vítima morreu após ser atingida por um poste de luz.
Além disso, 125 mil filipinos de 22 províncias buscaram refúgio em 109 centros de apoio do país.
Haiyan atingiu o extremo norte da província de Cebu antes de se dirigir para o oeste a caminho da ilha Boracay, ambos destinos turísticos, após varrer as ilhas de Leyte e Samar com rajadas de vento de 275 km/h e ondas de 5 a 6 metros.
O fornecimento de energia e as comunicações nas três grandes províncias insulares de Samar, Leyte e Bohol foram quase totalmente cortados, mas o governo e os provedores de serviços telefônicos prometeram restaurar as ligações dentro de 24 horas. Na ilha de Bohol, um terremoto de 7,2 graus de magnitude deixou mais de 220 mortos e extensos danos nas infraestruturas há menos de um mês.
O número de mortos pode aumentar à medida que chegam informações das províncias atingidas.
O tufão de cerca de 600 quilômetros de diâmetro tocou a terra por volta das 4h30 locais (18h30 de ontem, no horário de Brasília) e deve deixar o país na noite de hoje, entre as 20h e 22h locais. Hayian segue em direção ao Mar do Sul da China, onde pode ganhar ainda mas força e ameaçar o Vietnã e a China.