Os auditores fiscais Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral, investigados no escândalo do rombo de R$ 500 milhões na Prefeitura de São Paulo foram soltos no início da madrugada deste sábado (9).
Eles são apontados como cúmplices da suposta quadrilha que teria acumulado patrimônio de ao menos R$ 80 milhões com os desvios. Os auditores cumpriam prisão temporária desde a semana passada na carceragem do 77º DP (Campos Elíseos), centro de São Paulo.
Os três ficaram presos na mesma cela e puderam levar cobertores.
Segundo o advogado de Ronilson, Marcio Sayeg, ele estava muito abatido e deveria ir para casa. Sayeg e o auditor só devem se reunir na segunda-feira.
Os auditores saíram da delegacia nos carros dos advogados deles e não falaram com a imprensa. Sayeg reclamou de excessos na busca e apreensão. "[Os policiais] levaram até computadores das crianças", disse.
Eles cumpriram até o fim do mandado de prisão, que venceu à meia-noite.
O auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, preso sob acusação de liderar o grupo que cobrava propina para reduzir o ISS (Imposto sobre Serviços) de imóveis, diz num telefonema que o "secretário" e o "prefeito" com que trabalhou "tinham ciência de tudo"
Kassab classificou as informações de "falsas" e disse que "repudia as tentativas sórdidas de envolver o seu nome" em irregularidades.