Cinco dias após o desaparecimento do menino Joaquim Ponte Marques, 3, a Polícia Civil de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) continua atrás de informações sobre o caso. Neste sábado (9) uma equipe de investigadores fez diligências na cidade, enquanto o pai de Joaquim, o promotor de eventos Arthur Paes, fez panfletagem com fotos do filho em todas as regiões de Ribeirão Preto.
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelo caso, disse que não descarta a possibilidade de um novo pedido de prisão temporária da mãe do garoto, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29, e do padrasto, o técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28.
O primeiro pedido foi negado pela Justiça, que alegou que o casal está colaborando com as investigações.
A polícia também pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de familiares do menino."Com o rastreamento das ligações poderemos saber para quem e se foram feitas ligações naquela madrugada do desaparecimento e nos dias que a antecederam", afirmou Castro.
De acordo com o delegado, o novo pedido depende de evidências que possam ser somadas à investigação.
O promotor Marcus Túlio Alves Nicolino, que acompanha o caso, afirmou que a investigação pode ter sido atrasada sem a prisão do casal."A mãe e o padrasto são os principais suspeitos. Não esperamos que possa haver uma confissão, por isso precisamos achar provas", disse. O casal nega envolvimento.