Tribuna do Leitor

Jacaré comprou cadeira


| Tempo de leitura: 1 min

Na minha longínqua meninice, havia uma cantiga de roda em que as crianças cantavam "Jacaré foi no mercado não achou o que comprar, jacaré comprou cadeira, não tem bunda pra sentar".

A lembrança dessa cantiguinha tão antiga me fez ponderar sobre a sabedoria popular, que antecipou até os psicólogos de hoje, falando do "jacaré" como um comprador compulsivo: ele foi ao mercado mas, mesmo não achando o que comprar, levou uma cadeira, na qual jamais poderia se sentar. É ou não é o caso típico do comprador compulsivo?

Igualzinha àquela minha conhecida que comprou de novo a mesma peça de roupa que tinha em casa e que nunca nem sequer chegara a usar. Só comprou porque não podia deixar de comprar e não havia nada mais que realmente houvesse chamado a sua atenção.

Geralmente são mulheres as compradoras compulsivas, embora existam homens também. No mundo atual, de acordo com os conselheiros econômicos, é preciso que as compras não sejam compulsivas, mas sim racionais, para que as finanças possam ser razoavelmente controladas, para quem vive de vencimentos mensais.

Aqueles ou aquelas que não precisarem controlar suas finanças, que se atenham às compras racionais para assim poderem fazer algo de bom na vida, como ajudar a quem precisa.

Não existe emprego melhor de dinheiro extra do que contribuir para o bem do próximo, uma vez que sabemos que fora da caridade não há salvação.

Se substituírem a compulsão nas compras pela razão, com as compras racionalizadas, com certeza poderão exercer a prática da caridade, para o bem do próximo e de si mesmos.

Isolina Bresolin Vianna

Comentários

Comentários