Malavolta Jr. |
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GIGANTE EM QUADRA - O pivô Lucas Tischer dominou o garrafão e foi o cestinha do jogo com 16 pontos |
Embora Franca tenha aberto o placar do primeiro jogo da série melhor de cinco pela semifinal do Campeonato Paulista de Basquete, o Paschoalotto/Bauru rapidamente dominou o jogo, manteve o placar sempre com larga vantagem e venceu a primeira batalha por 85 a 67, no Ginásio Panela de Pressão, ontem à tarde.
Mas por si só, o resultado é incapaz de dimensionar o belo jogo, que demonstrou a confiança do time de Bauru, impulsionado pela classificação na Liga Sul-Americana na semana passada. Com mais ritmo do que Franca, o Paschoalotto começou a partida com alguns problemas no ataque, revertidos pelo trabalho dos pivôs Lucas Tischer e Murilo Becker no garrafão.
Ainda no primeiro quarto, Larry Taylor levantou o ginásio com uma jogada ‘alienígena’. Infiltrou, passou pela marcação e tocou a bola para Murilo cravar. As atuações de gala continuaram, enquanto Franca apresentava dificuldades na finalização. Antes do segundo tempo, Larry Taylor tentou bandeja, sofreu falta e converteu dois lances livres.
Apesar das jogadas plásticas, foi o pivô Lucas Tischer o destaque da partida, com atuação reconhecida pela torcida. Cestinha do jogo, fez 16 pontos, um a mais que o também pivô Lucas, do Franca, mais forte no segundo tempo.
O segundo tempo foi marcado por contra-ataques rápidos. Mas como o placar sempre confortável, caiu o ritmo e a precisão das bolas do time de Bauru. “Acho que a agente administrou a diferença do primeiro tempo. Não esperávamos abrir diferença de quase 20 pontos. Foi uma opção acertada poupar os jogadores no final do jogo”, comentou Lucas Tischer.
Com quatro faltas e uma quinta técnica, ele não estava em quadra quando o jogo acabou. “Primeiro faremos uma recuperação física, mas principalmente uma recuperação emocional. Emocionalmente a gente tem que estar forte. Nem isso é garantia de vitória. Mas sem isso a gente não chega nem perto dela”, diz o técnico do Franca, Lula Ferreira, sobre o segundo jogo do playoff, marcado para hoje, às 20h.
Para Guerrinha, técnico de Bauru, o jogo de ontem não retrata o equilíbrio da série. “Mas se pudermos jogar sempre assim, melhor”, comenta. Ele admite o quanto seu time jogou bem, ressalta a experiência de alguns jogadores e a felicidade de fazer rotação tática a partir da qualidade dos jogadores, não apenas para tentar contornar deficiências. “Assim, todo mundo pode colocar um pouco do seu tempero na comida”, conclui.
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