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Polícia analisa imagens de pai de padrasto na noite do sumiço de Joaquim

Folhapress
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Reprodução

Polícia investiga a morte do pequeno Joaquim, de 3 anos de idade

A Polícia Civil de Ribeirão Preto (210 quilômetros de Bauru) analisa imagens de câmeras de segurança que mostram o pai do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, saindo de casa com o carro durante a madrugada da última terça-feira (5).

Dimas Longo, pai de Guilherme Raymo Longo, 28 anos, mora na mesma rua que o filho, numa distância de 200 metros de uma casa para outra. A residência onde Joaquim morava com a mãe e o padrasto pertence a Dimas Longo.

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelas investigações, não quis afirmar se há suspeita de cumplicidade do pai de Guilherme na possível autoria do crime, mas disse que ele será intimado a depor.

Na imagem, um veículo é retirado da garagem e volta pouco tempo depois, afirmou o delegado. Ele não autorizou a divulgação das imagens à imprensa. Uma outra gravação, também sob análise, mostra um homem na madrugada carregando um pacote grande pela rua.

Segundo o delegado, Guilherme Longo deverá ser ouvido nesta terça-feira (12). A caneta de aplicação de insulina usada em Joaquim foi apreendida e será analisada por um perito especialista no caso, informou a polícia.

O advogado do padrasto, Antonio Carlos Oliveira, foi até a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na manhã desta terça e pegou uma cópia do inquérito sobre a investigação do crime.

Ele afirmou que se reuniria com o padrasto para analisar os dados. A polícia pretende encerrar o inquérito em 30 dias. Uma acareação entre Guilherme Longo e Natália Mingoni Ponte, 29 anos, está descartada, por enquanto.

De acordo com Castro, a reconstituição do crime só deverá ser feita após todos os depoimentos colhidos, entre eles, dos familiares.

Protestos

O muro e a calçada da casa em que o menino Joaquim morava com a mãe e o padrasto amanheceram pichados nesta terça-feira.

"Assassino" e "Joaquim eterno em nossos corações" foram escritos em tintas preta e branca. Também foram colados diversos cartazes com pedidos de justiça, sinalizações de luto e recados ao padrasto e principal suspeito pela morte da criança, de acordo com a Polícia Civil.

Entre os escritos, estão "a favor da pena de morte" e "assassino de criança". A casa da família está trancada com correntes e vazia desde a prisão temporária do casal, na noite de domingo (10).

Quebra do sigilo telefônico

A Justiça concedeu a quebra do sigilo telefônico da mãe, do padrasto e de familiares de Joaquim. A Polícia Civil vai analisar os números discados e o tempo das ligações. A apuração poderá ajudar no esclarecimento do caso de repercussão nacional.

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