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Falta d?água tem protesto de moradores

Ana Paula Pessoto com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.

Moradores do Parque Jaraguá atearam fogo a pneus ontem à noite em manifesto

Em dia marcado por protesto contra a falta d’água, moradores do Parque Jaraguá e do Jardim Vânia Maria cobraram, ontem, soluções do poder público. Cansados de ver a torneira seca, cerca de 200 pessoas fizeram um panelaço e atearam fogo a pneus em manifestação realizada na noite de ontem no Parque Jaraguá (leia mais abaixo).

Durante a tarde, moradores do Jardim Vânia Maria se reuniram com diretores do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para cobrar projetos a curto prazo que possam minimizar o problema de desabastecimento na região. Durante o encontro foi discutido o andamento das obras do poço Roosevelt III, com vazão prevista de 200 m³/h (metros cúbicos por hora), que irá auxiliar no abastecimento do local.

Até o momento, segundo o DAE, já foram perfurados 244 metros de profundidade e a previsão é que a unidade de produção comece a operar em dezembro. “Falta água diariamente na minha rua (José da Costa Ribeiro). O abastecimento é interrompido por volta das 6h30 e só volta às 2h para encher a caixa. Quando tenho sorte, consigo lavar a roupa. Mas isso se eu acordar bem cedo. Viemos cobrar isso. Imagine que, mesmo sem água nas torneiras de casa, a minha conta mensal tem vindo cara. Inclusive entrei com recurso”, lamenta a protética Giovana Pavan Faquete.

A moradora conta que comemorações são impossíveis de serem feitas pelas famílias da rua. “Como vamos dar uma festa ou fazer almoços de domingo com a família sem água?”, indaga. 

As reivindicações foram recebidas pela diretora da Divisão de Produção e Reservação de Água, Talita Nuzzi, e pelo diretor da Divisão Técnica, Manuelino Câmara Filho, além dos assessores de gabinete Rafaela Mereb Calhau Kadihara e Isaar de Almeida. 

Segundo a assessoria de imprensa do DAE, a demanda será analisada pelas divisões responsáveis da autarquia.

Nível baixo

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do DAE, o reservatório IX de Julho, que recebe água de quatro poços e abastece os bairros Fortunato Rocha Lima, Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, Jardim Petrópolis, Parque Roosevelt, Jardim Progresso, Gerson França, Parque União, Jardim Rosa Branca e também Jardim Vânia Maria, está com nível baixo. A situação é agravada nos dias mais quentes, quando aumenta o consumo de água.

  • Serviço

  • O DAE disponibiliza, nos casos de interrupção no abastecimento público e seguindo uma ordem de prioridades (hospitais, postos de saúde, creches, escolas públicas, entre outras), a distribuição de água mediante caminhões-pipa, que podem ser acionados através do telefone 0800-7710195 (apenas para telefone fixo), ou (14) 3235-6140 (para ligações feitas por aparelho celular).


    Alerta

    Independentemente de problemas envolvendo bombas de poços profundos, captação do Batalha, rompimentos de adutoras e redes ou níveis dos reservatórios, a autarquia alerta para o uso consciente e racional da água que se faz necessário.

    Outra orientação é sobre a reserva individual dos imóveis (caixas d’água), que deve ser verificada de acordo com as suas necessidades, com o intuito de suportar períodos de interrupção no fornecimento de água por quaisquer motivos.


    Panelaço conta com 200 manifestantes

    Cerca de 200 moradores do Parque Jaraguá, Núcleo Nove de Julho, Santa Edwirges e Fortunato Rocha Lima fizeram um panelaço, por volta das 18h de ontem, para reivindicar soluções do poder público quanto à falta d’água. Barreiras com pneus em chamas bloquearam o trânsito nas quadras 5 e 6 da rua Ptolomeu, nas imediações do reservatório Nove de Julho. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a equipe foi impedida pelos moradores de conter as labaredas e dissipar a fumaça preta, que alcançava a rede de energia elétrica. De acordo com os manifestantes, as casas que são abastecidas pelo reservatório Nove de Julho estão sem água desde a última quinta-feira.

    “A água chega de madrugada, por volta das 3h, e, às 7h, já parou. A gente não consegue tomar banho, cozinhar, lavar louça, lavar roupa, limpar a casa. Está todo mundo indignado e cansado de esperar”, reclama a atendente Ana Paula Oliveira, 24 anos.

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