A expectativa de que a Bovespa poderia registrar sua sexta sessão consecutiva de queda ontem, não se concretizou e a bolsa doméstica terminou o dia em alta, retornando para o patamar dos 52 mil pontos perdido na terça-feira. A recuperação do mercado acionário foi impulsionada por uma melhora das bolsas em Wall Street à tarde, em meio à especulação sobre o depoimento de Janet Yellen no Senado dos EUA hoje.
O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 0,82%, aos 52.230,29 pontos. Na mínima, registrou 52.271 pontos (-0,90%) e, na máxima, 52.290 pontos (-0,99%). No mês, acumula perda de 1,73% e, no ano, de 9,14%. O giro financeiro totalizou R$ 7,385 bilhões.
Durante toda a manhã, a Bovespa seguiu de perto o comportamento pessimista dos mercados acionários internacionais, que foram contaminados pelos temores de retirada de estímulos das economias dos Estados Unidos e do Reino Unido e pela decepção com os resultados da Terceira Plenária do Partido Comunista na China.
Mas no começo do tarde, o Ibovespa zerou as perdas e atingiu os maiores pontuações na sessão à medida que as bolsas em Wall Street se recuperaram em razão de perspectivas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve (Fed), que ganharam força antes da audiência de confirmação no Senado de Janet Yellen para a presidência da instituição, hoje.
Entre as blue chips, os papéis da Petrobras fecharam o pregão em alta. Analistas disseram que uma compra por estrangeiros ajudou a dar suporte ao papel, que aprofundou os ganhos com o avanço das ações em Nova York. Petrobras PN +1,99% e Petrobras ON +2,58%.
A Vale teve queda de 1,1% nos PN e declínio de 0,73% nos ON com a notícia de que o PMDB vai patrocinar uma emenda ao novo marco regulatório da mineração que estabelece a cobrança de uma participação especial sobre jazidas de grande lucratividade.
A Gol teve a maior baixa da sessão, afetada pelo balanço ruim anunciado na noite de anteontem. O papel da companhia recuou 4,71%.
JUROS
CDB prefixado/30 dias: 9,55%
CDI: 9,28% ao ano
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (118.560 contratos) estava em 10,11%, exatamente o mesmo nível do ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (317.380 contratos) indicava 10,86%, de 10,96% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (174.530 contratos) apontava 11,97%, ante 12,08% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 marcava máxima de 12,38%, de 12,48% no ajuste anterior.
OURO
Ouro/grama: R$ 95,70
Variação: alta de 0,74%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 95,70, com alta de 0,74%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.274,45 e fechou em alta de 0,65%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 2,334
Variação: estável
O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,333 para compra e a R$ 2,334 para venda, com variação estável. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,333 na compra e a R$ 2,440 na venda, com queda de 0,81%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,340 na compra e a R$ 2,490 na venda, com variação estável.