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Basta a temperatura anunciar o verão para as “doenças da estação” surgirem. E quando o assunto é a desidratação, Bauru é a segunda região do Interior do Estado em quantidade de internações, segundo levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Em 2012, 908 pessoas foram internadas com sintomas da doença.
A desidratação ocorre quando há baixa concentração de água e sais minerais no organismo. Entre as causas estão ingestão insuficiente de líquidos, transpiração excessiva causada por exercícios físicos, calor, excesso de sol, febre, vômito, diarreia e diuréticos.
“A doença atinge, principalmente, crianças e idosos. Ela pode ser classificada como leve, moderada e grave. Nos dois primeiros estágios, boca e pele secas, olhos fundos, poucas lágrimas e suor, além de moleira afundada, em bebês, são os principais sintomas”, explica o pediatra Felinto dos Santos Neto.
A falta de líquido também pode causar fraqueza, tontura, cansaço, sonolência, aumento dos batimentos cardíacos e dores de cabeça. Em casos mais graves, pode ocorrer redução acentuada da pressão arterial, parada da eliminação da urina, confusão mental, perda de consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e até a morte.
Entretanto, o tratamento é simples na maior parte dos casos. O soro de reposição oral, distribuído em todos os postos do País, é a indicação. “No caso de recém-nascidos, o leite materno é a fonte de uma boa hidratação”, completa Felinto.
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Prevenção
O corpo humano perde água através do suor, respiração, lágrimas, urina e fezes, principalmente no calor, por isso a ingestão de líquidos é extremamente necessária. “A região de Bauru é muito quente, mas precisamos checar se a população tem tomado os cuidados necessários. Campanhas de alerta podem ajudar”, frisa Felinto.
Em qualquer idade, a ingestão de líquidos é necessária para prevenir a desidratação em qualquer época do ano, principalmente durante o verão, quando as pessoas costumam passar mais tempo ao ar livre, expostas ao sol.
No Estado
De acordo com a secretaria, em todo o Estado, cerca de 25 pessoas são internadas com sintomas de desidratação todos os dias em hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente no primeiro semestre de 2013, 4.449 paulistas foram vítimas da enfermidade.
De janeiro a dezembro de 2012, foram realizadas 10.033 internações e registrados 473 óbitos em todo o Estado de São Paulo. Entre as principais vítimas estavam crianças de até 4 anos de idade, no total de 270 internações, e idosos, com 762 registros.
Jornalista sente consequências
A jornalista Marcella Moreira sentiu por duas vezes na pele as consequências da desidratação causada por insolação.
A mais recente ocorreu no início de 2013 e, a primeira, há uns quatro anos. Por ter a pele bastante branca, ela lembra que qualquer quantidade de sol é suficiente para causar transtorno.
“Na primeira vez eu estava de férias e decidi que ficaria “morena”. Imagina! Depois de umas três horas, fiquei como um pimentão. Fui para casa e não aguentava a ardência. Resultado: queimaduras de segundo grau. Tive febre e fiquei bem desidratada. Até delirei na primeira noite. Minha mãe precisou cuidar de mim. Depois de quatro anos, ainda tenho marcas do biquíni”, relata.
A segunda vez que Marcella sofreu de desidratação foi no início deste ano, quando voltava das férias no Atacama, Chile, o que, segundo a jornalista, já tinha debilitado o seu organismo. “Lá, apesar de toda a proteção, é muito seco. Eu tomava uns cinco litros de água por dia, por questão de sobrevivência mesmo”.
Entretanto, foi na volta do Chile, no Rio de Janeiro, que Marcella abusou do sol quando decidiu andar de bicileta na orla da praia. Resultado: mais insolação. Mesmo sendo “gata escaldada”, ela sofreu por uns dois dias. “Tive febre e tomei muito líquido para me recompor. Hoje, caminhada na Getúlio, por exemplo, só depois das 20h”, afirma, precavida.
Aceituno Jr. |
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Para a jornalista Marcella Moreira, atividade física só depois das 20h |


