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Itália e França se surpreenderam com retração de mesmo percentual |
Depois de sair da recessão mais longa desde a criação da moeda única, a zona do euro viu o processo de recuperação perder força no terceiro trimestre. O crescimento desacelerou para 0,1%, ante o avanço de 0,3% registrado de abril a junho.
Embora já esperado pelos economistas, o desempenho mais fraco do bloco indica um longo processo adiante para que a economia alcance patamar mais firme, uma trajetória que deve ser marcada por retrocessos no caminho.
Endividamento e desemprego permanecem em níveis elevados e minam a retomada. Com consumidores ainda resistentes em gastar, a inflação ficou bem abaixo da meta e forçou uma surpreendente redução da taxa de juros na zona do euro neste mês.
No terceiro trimestre, França e Itália, duas das maiores economias da área comum, tiveram retração de 0,1%. O resultado surpreendeu os dois países. Enquanto os italianos esperavam sair da mais longa recessão pós-guerra no terceiro trimestre, os franceses não previam uma virada tão significativa depois do avanço de 0,5% no segundo trimestre.
A economia alemã, que completa o bloco das três maiores, também perdeu dinamismo ao crescer 0,3%. No segundo trimestre, o PIB havia acelerado para 0,7%.
A Alemanha, assim como a França, atribui o resultado mais fraco no trimestre à desaceleração nas exportações. Economistas chamaram atenção para os efeitos de uma moeda forte.
