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Polícia recorre a TV para melhorar vídeo no caso Joaquim

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

A Polícia Civil de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) usou os recursos tecnológicos de uma emissora de TV local para tentar melhorar um vídeo de uma câmera de segurança que pode ajudar a esclarecer a autoria e morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos.

Álbum de Família/Reprodução Facebook

O menino Joaquim Ponte Marques foi morto aos 3 anos

A imagem, captada pela câmera de uma casa próxima ao córrego Tanquinho, onde o corpo do menino teria sido jogado, mostra um homem caminhando pela calçada em direção ao córrego carregando com as duas mãos um grande pacote na cor branca. Chovia no momento.

Pelas imagens gravadas entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia seguinte - quando a família comunicou o desaparecimento do menino -, é possível notar que o homem está de agasalho branco.

Porém, não foi possível melhorar as imagens a ponto de identificar o homem. O horário da gravação não foi informado pela polícia.

A corporação não tem equipamentos que possam melhorar imagens de câmeras de segurança, segundo funcionários da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro negou que tenha recorrido à emissora de TV para tentar melhorar a imagem.

Outra imagem

Uma outra imagem de câmera de segurança mostra Dimas Longo, 60, pai de Guilherme Raymo Longo, 28, padrasto de Joaquim, saindo de casa com o carro por volta da 1h de terça-feira e retornando cerca de cinco minutos depois.

Ele mora na mesma rua do filho, a 200 metros de distância, no Jardim Independência, zona norte de Ribeirão Preto.

A câmera está instalada na frente da casa do vizinho de Dimas Longo, que é coronel aposentado da Polícia Militar.

O dono das imagens não quis falar sobre o assunto. As imagens não foram divulgadas pela Polícia Civil.

Segundo a versão contada por Dimas, ele ficou preocupado com o filho e decidiu sair de casa para checar se estava tudo bem.

Isso porque na manhã do dia anterior, segundo ele, o filho teria tentado suicídio e passado por exames médicos no Hospital São Francisco.

Dimas afirmou que passou com o carro em frente à casa do filho e voltou para a sua residência em seguida.

O delegado disse que o pai do padrasto não é suspeito de ser cúmplice no crime. Dimas Longo foi ouvido pela polícia na semana passada.

Mãe do menino Joaquim depõe hoje à polícia

Natália Mingoni Ponte, 29 anos, mãe do menino Joaquim Ponte Marques, está sendo ouvida novamente  hoje (14) na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto. A intenção da Polícia Civil é confrontar as versões dela com as informações prestadas ontem pelo padrasto do menino, Guilherme Raymo Longo. Novos depoimentos dos dois não estão descartados.

Natália está presa na cadeia de Franca (400 km de São Paulo). É o segundo depoimento dela depois de ter sido presa no domingo (10), após o corpo do filho ser encontrado no rio Pardo, em Barretos (423 km de São Paulo). O sumiço do garoto foi denunciado à polícia na terça-feira (5).

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro disse que não esperava a confissão do crime por Guilherme Longo ontem. No entanto, ele confirmou que foram detectadas contradições entre os depoimentos já prestados pelo padrasto.

Segundo Castro, responsável pelas investigações, outras testemunhas, que não apenas familiares, serão ouvidos. "No caso do Guilherme, vamos ouvi-lo mais vezes, pelo menos uma três vezes", disse.

O delegado também afirmou que vai fazer reconstituições do caso com a mãe e o padrasto da vítima. A data, porém, não foi informada. Uma acareação entre os principais suspeitos do crime, por enquanto, não é cogitada pela polícia.

A suspeita mais forte da polícia sobre a autoria do crime é a prova do cão farejador. Após cheirar as roupas de Joaquim e do padrasto, o animal fez o percurso da casa até o córrego Tanquinho - onde o corpo teria sido jogado - por duas vezes.

O advogado de Guilherme, Antônio Carlos de Oliveira, disse que vai pedir a revogação da prisão preventiva do cliente no começo da tarde desta quinta no fórum da cidade. "Ele (Guilherme) está colaborando com as investigações e (a polícia e a Justiça) não têm motivos para deixá-lo preso", disse.

Ontem, em São Paulo, amigos de Artur Paes, pai de Joaquim, realizaram uma missa em homenagem ao menino na Igreja São Judas Tadeu, no bairro da Jabaquara.

             

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