Economia & Negócios

Bolsa tem maior alta diária nos últimos dois meses

Folhapress
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A sabatina de Janet Yellen, indicada por Barack Obama ao comando do Fed (Banco Central Americano), trouxe alívio aos investidores do mundo inteiro nesta quinta-feira (14), indicando que o estímulo econômico será mantido pelo menos até o próximo ano nos Estados Unidos.

Neste cenário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o dia em alta de 2,34%, a 53.451 pontos. Foi a maior valorização diária do índice desde 18 de setembro. O índice acumulou ganho de 2,3% na semana, que foi mais curta, uma vez que amanhã não haverá negócios na BM&FBovespa devido ao feriado de Proclamação da República.

"O mercado viu com bons olhos a sabatina da Janet Yellen porque ela não somente se mostrou à favor da continuidade do estímulo econômico nos Estados Unidos, como também indicou que um corte do incentivo pode estar longe de acontecer", diz Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora.

O banco central americano tem injetado na economia cerca de US$ 85 bilhões mensais, comprando títulos públicos. Como parte desse valor acaba migrando a outros países, especialmente os emergentes, como o Brasil, a possibilidade de um corte no estímulo ficar mais distante traz alívio aos investidores.

"A Janet Yellen sinalizou uma postura bem próxima à de Ben Bernanke [atual presidente do Fed ]. Ela está focada na criação de empregos e o fato de ela ter dito que não vê bolhas nos mercados também foi visto com bons olhos pelos investidores", diz Luis Gustavo Pereira, estrategista da Futura Corretora.

Mesmo na véspera do feriado, o volume financeiro movimentado na BM&FBovespa hoje foi dentro da média do mês, atingindo R$ 6,98 bilhões. Segundo analistas, parte disso deve-se ao vencimento de opções sobre ações (mercado que aposta no valor futuro dos papéis), que ocorre na próxima segunda-feira.

A temporada de divulgação de resultados das empresas brasileiras também movimentou a Bolsa hoje. Liderando a ponta positiva do Ibovespa, os papéis da B2W subiram 12,21%, a R$ 14,70, após a companhia mostrar redução no prejuízo trimestral e melhora nas margens operacionais entre julho e setembro.

Em seguida, os papéis da Anhanguera subiram 10,07%, a R$ 15,19. Mesmo tendo sofrido queda de 91% no lucro líquido do terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 4,3 milhões, a empresa divulgou estimativa de sinergias após fusão com a Kroton de R$ 300 milhões.

Câmbio

O efeito positivo da perspectiva de manutenção do estímulo americano motivou hoje a queda do dólar em relação às principais moedas emergentes. Com a continuidade da injeção mensal de recursos pelo Fed, fica mantido o fluxo de investimentos e, consequentemente, a oferta de dólares, nos emergentes.

A cotação da moeda à vista, referência no mercado financeiro, registrou queda de 0,57% em relação ao real, fechando o dia em R$ 2,320 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, cedeu 0,55%, a R$ 2,322.

Também contribuiu para a queda do dólar as intervenções do Banco Central do Brasil no mercado. A autoridade realizou pela manhã um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro, que estava previsto em seu plano de intervenções diárias no câmbio.

Nessa operação, foram vendidos 10 mil contratos de swap, sendo 5,6 mil com vencimento em 5 de março de 2014 e 4,4 mil com vencimento em 2 de junho de 2014, por um total de US$ 497,3 milhões.

 

 

 

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