Internacional

China vai aliviar política de controle da natalidade

Agência Brasil
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A China anunciou, nesta sexta-feira (15), que vai aliviar a sua restritiva política de controle da natalidade e autorizar que os casais urbanos em que um dos cônjuges seja filho único possam ter dois filhos.

A decisão, divulgada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, foi adotada na última reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC), concluída na segunda-feira passada.

De acordo com a política de "um casal, um filho" imposta no início da década de 1980 às famílias urbanas, só os casais em que ambos os cônjuges eram filhos únicos estavam autorizados a ter um segundo filho.

Nas zonas rurais, onde vive cerca de 48% da população chinesa, os casais já podem ter um segundo filho desde que o primeiro seja do sexo feminino.

Tibetanos, mongois, uigures e as outras minorais étnicas não estão sujeitas às mesmas limitações. Hong Kong e Macau, duas regiões administrativas especiais, estão também isentas.

A nova política "será gradualmente ajustada e aperfeiçoada para promover um duradouro e equilibrado desenvolvimento da população da China", disse a Xinhua, citando a resolução do Comitê Central do PCC.

Pelas contas do Governo, a “política de ‘um casal, um filho’ evitou cerca de 400 milhões de nascimentos” e em vez de 1.350 milhões, em 2012, a China já teria mais de 1.700 milhões de habitantes.

Mas ao contrário de muitos países desenvolvidos, a China começou a envelhecer antes de ficar rica.

Cerca de duzentos milhões de chineses têm mais de 60 anos, a idade da aposentadoria para os homens (para as mulheres é aos 55).

Pela primeira vez, em 2012, a população ativa diminuiu cerca de 3,5 milhões.

Em Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com cerca de 23 milhões de habitantes, as pessoas com mais de 60 anos constituem já 22,5% da população e em 2020 chegarão a 34,1%.

Entretanto, a percentagem de crianças e adolescentes desceu para 8,1% - menos 10,2 pontos percentuais do que a média do país.

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