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Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, se entrega em Brasília neste sábado

Folhapress com Agência Estado
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O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares despistou a imprensa e entregou-se na direção da Polícia Federal em Brasília. Ele era esperado na Superintendência do órgão, que fica no final da Asa Sul da capital.


Assim, toda a antiga cúpula do PT no primeiro governo Lula está presa. Ao fugir da imprensa, Delúbio distanciou-se da atitude desafiadora de seus ex-chefes José Dirceu e José Genoino, que posaram para fotos com punhos cerrados antes da prisão ontem.


No prédio da direção da PF, em Brasília, a informação na portaria é de que Delúbio chegou por volta das 10h30. Ele foi condenado a 8 anos 11 meses por participação no mensalão, mas cumprirá inicialmente em regime semiaberto a pena de 6 anos e 8 meses por corrupção ativa.


Sua condenação por formação de quadrilha será alvo de um novo julgamento no ano que vem, quando serão analisados os recusos chamados embargos infringentes. Se for mantida sua pena, ele deverá ir para o regime fechado - destinado a penas superiores a oito anos.

Ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato está na Itália

A PF informou que o ex-diretor do Banco do Brasil condenado no julgamento do Mensalão, Henrique Pizzolatto, ainda não é considerado oficialmente foragido. Uma carta assinada por Pizzolato, que será distribuída por seu advogado, à qual o Broadcast teve acesso informa que ele está na Itália, onde tentará passar por um novo julgamento.

O delegado de plantão na Polícia Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Nogueira, comentou que essa deve ser "uma nota falsa" porque familiares de Pizzolatto informaram à Polícia Federal que ele iria se apresentar até o meio-dia deste sábado. O advogado do ex-diretor do BB, Marthius Sávio Lobato, teria chegado a fazer um acordo para a apresentação dele à polícia.

Segundo Nogueira, caso se confirme que Pizzolatto está na Itália, o Brasil deverá entrar com um pedido formal de extradição junto àquele país e aguardar todo o trâmite legal. Na avaliação pessoal do delegado, haveria grandes chances de o governo italiano negar o pedido em função do processo do ex-ativista italiano Cesare Battisti, cujo pedido de extradição foi negado pelo Brasil.

Na nota, Pizzolatto reclamou do tratamento recebido pela Justiça brasileira. "Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no Tratado de extradição Brasil e Itália", diz o texto.

Minas Gerais

Os sete condenados no processo do mensalão que se apresentaram ontem na Superintendência da Policia Federal de Belo Horizonte tiveram de passar a noite em duas celas, as únicas de que a PF dispõe na capital mineira.


Os cinco homens presos -Marcos Valério Fernandes de Souza, Cristiano Paz, Romeu Queiroz, Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado- dormiram juntos em uma mesma cela, enquanto Simone Vasconcelos e Kátia Rabelo ocuparam a outra.


Não havia colchão para todos, por isso a PF autorizou que parentes providenciassem colchonetes para eles passarem a noite.


A cela feminina possui uma latrina, separada por uma parede. No caso dos homens, segundo um dos advogados, o banheiro é externo. Pará usá-lo, eles deixam a cela acompanhado por um agente federal.


Ao ser questionado sobre as instalações da cela de triagem, o advogado Maurício Campos Júnior, que acompanha os presos ligados ao Banco Rural -a defesa deles é feita pelo ex-ministro José Carlos Dias- evitou fazer comentários detalhados. "É indigno", disse ele.


Abraço


O encontro de Kátia Rabello e Simone Vasconcellos na prisão, na noite de ontem, foi marcado por um forte e emocionado abraço entre as duas. Advogados e agentes federais viram a cena.


Várias restrições foram impostas, como o fato de não poderem usar tênis com cadarços. Essa situação incomodou Simone, que alega ter problemas de coluna e, por isso, diz gostar de andar com os sapatos bem apertados.


A ex-diretora financeira da SPMB também teve de trocar o sutiã. Ela se apresentou vestindo um modelo com bojo, que leva um arame dentro do forro do tecido. Um parente dela foi até a PF levando outro acessório para substituir o primeiro.


Ao ser questionado sobre como estava Kátia Rabello, o advogado Maurício Campos Jr. disse: "Ela está resignada, embora inconformada".


"Tranquilos"


O advogado Castelar Guimarães Neto, que defende Cristiano Paz, disse que seu cliente estava "tranquilo".


Do lado de fora da PF, um homem emocionado, que se dizia amigo de Paz, falava que torce para que o "Brasil conheça um dia quem é Cristiano Paz". Fernando Lamana se referia aos estudos da Bíblia, que compartilha com Paz há sete anos.


O advogado Hermes Guerrero, que defende Ramon Hollerbach, afirmou que, "dentro do possível, ele está tranquilo". "Ele está recebendo apoio da família", completou o defensor.


Brasília


Os sete condenados no processo do mensalão que estão em Belo Horizonte deverão deixar a capital mineira na tarde de hoje em direção a Brasília, onde ficarão presos.


A informação é dos advogados de alguns dos réus, que estiveram nesta manhã na sede da PF. A Polícia Federal não confirmou oficialmente a informação, mas alguns agentes falaram informalmente sobre essa possibilidade.

Prisões

Até o momento entregaram-se à Polícia Federal o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente do PT, José Genoino, o operador do mensalão, empresário Marcos Valério, a ex-diretora da SMP&B, Simone Vasconcelos, o publicitário Cristiano Paz, a ex-presidente do banco Rural, Kátia Rabelo, o ex-deputado federal pelo PTB-MG, Romeu Queiroz, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas,  o ex-vice presidente do Banco Rural José Roberto Salgado e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

 

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