Depois de passar por Torrinha (90 quilômetros de Bauru) e São Pedro, o Rally Estado de São Paulo rumou para Sumaré, onde no final da tarde de ontem completou a prova. A segunda etapa anteontem teve aproximadamente 150 quilômetros e entrou em novas fazendas dedicadas ao cultivo de cana-de-açúcar, café e eucalipto.
Até o encerramento desta edição o resultado geral ainda não tinha sido divulgado. Os obstáculos foram variados: piso arenoso, inúmeras lombadas, curvas, muita poeira e uma planilha extremamente técnica. O diretor de prova, Deco Muniz, mais uma vez explorou os benefícios da região de Bauru e Jaú para colocar diversas pegadinhas e desafiar os competidores com médias de velocidade altas. “Hoje o pneu cantou na terra”, disse o piloto Leandro Pereira Moor, que detalhou. “A média mais alta que tivemos de cumprir foi 70 km/h, mas a maior parte ficou em torno de 66 km/h. Como o terreno estava bem seco e liso, o carro patinava demais e precisamos adotar uma estratégia mais cautelosa, por isso, foi bem difícil manter essa velocidade. Mas todos enfrentaram a mesma dificuldade”, contou ele.
A parada do neutro foi no município de Mombuca, onde aconteceu um indoor de 900 metros, em uma pista off-road. A população compareceu em peso e aplaudiu as equipes, que ficaram bastante entusiasmadas.
Mas o Rally Estado de São Paulo é um rali de regularidade, então, venceu quem conseguiu manter a média de velocidade exigida pela planilha. E, na etapa de sexta-feira, os melhores e mais corajosos na Super Máster foram Daniel Maffi e Enedir Silva Júnior, que repetiram o resultado da primeira etapa. “Um rali do jeito que o pessoal gosta. Emocionante e difícil... Afinal, se for fácil e monótono, não tem graça. São disputas deste tipo que nós apreciamos”, declarou o navegador.
Em segundo lugar ficaram Rone Branco e Jhonatan Ardigo, e em terceiro, Leandro Pereira Moor e Wagner Hirt Marques.
A dupla Ednilso Leonel Borguezani e Joel Kravtchenko mostraram que tem braço e disposição para acelerar forte e conquistou mais uma vitória na Graduados. “Em termos de técnica e dificuldade, um dia supera o outro. Embora saibamos o tipo de obstáculos que encontraremos, já estou certo de que nesta última etapa seremos novamente surpreendidos”, declarou Kravtchenko. Eles foram seguidos por Eduardo Ranghetti Rossi e Rogério Augusto Coelho, e Alexandre Oliveira Breckenfeld e Armando Boas Dias Cabral, na segunda e terceira colocação, respectivamente.