Depois de fontes do governo americano afirmarem que é "bem provável" que haja um acordo entre as grandes potências e o Irã sobre o programa nuclear do país persa, agora foi a vez de o chanceler russo, Sergei Lavrov, anunciar que os dois lados estão "muito perto" de um consenso. "Nossa impressão comum é que há uma boa chance de que isso será deixado de lado", disse Lavrov.
"Os passos que devem ser tomados para acalmar a situação e criar condições para uma resolução final do problema nuclear iraniano são claros para os seis países e o Irã", disse o russo, em entrevista à Tsentr TV, em Moscou. "É uma questão de colocar isso no papel corretamente, com precisão e de uma forma mutuamente respeitosa", completou.
Representantes do chamado P5+1 -composto por EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha- vão se encontrar na próxima semana, em Genebra, para discutir novamente o tema.
Entre 7 e 9 de novembro, o grupo já havia se reunido na Suíça, mas as discussões terminaram sem acordo. Para Lavrov, no entanto, elas "confirmaram, pela primeira vez em muitos anos, que os seis países e Teerã estão prontos não só para apresentar suas posições, como para encontrar pontos de convergência".
"Agora não há desentendimentos fundamentais sobre que assuntos deverão ser resolvidos na prática"", disse.
Anteontem, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou em relatório sobre o programa nuclear iraniano que o país praticamente interrompeu a expansão da capacidade de enriquecimento de urânio nos últimos três meses.
O Irã disse na segunda-feira que permitiria o acesso dos inspetores nucleares da ONU a suas instalações. Teerã rejeita as acusações de potências ocidentais e de Israel de que esteja buscando obter a tecnologia para construir armas nucleares.
O governo do novo presidente, Hasan Rowhani, tem se mostrado mais aberto a negociações sobre o programa nuclear.