Reuters |
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Apesar da vantagem sobre a 2ª colocada, Evelyn Matthei (direita), a socialista Bachelet não teve 50% dos votos e a eleição terá 2º turno |
A oposição conseguiu garantir uma maioria justa na Câmara e no Senado do Chile na eleição de ontem, que levou a disputa presidencial entre Michelle Bachelet e Evelyn Matthei para o segundo turno, no dia 15 de dezembro.
A Nova Maioria (ex-Concertação), frente de centro-esquerda de Bachelet, agora tem 67 deputados, contra 49 da coalizão de direita Aliança por Chile, de Matthei e do atual governo de Sebastián Piñera. As outras 3 vagas da Câmara foram preenchidas por candidatos de partidos independentes.
No Senado, que renovava 22 das 38 bancas, a Nova Maioria agora possui 21 senadores, contra 16 da Aliança - e um independente.
O pleito de ontem no Chile, o primeiro com voto não obrigatório para presidente e parlamentares, teve a menor participação desde 1989. Dos 13,5 milhões de eleitores registrados no país, apenas 6,7 milhões votaram ontem.
Com 99,93% das urnas apuradas até as 12h no Chile (13h em Brasília), Bachelet aparecia com 46,67% e Matthei, com 25,01% dos votos.
Ex-estudantes
Os principais líderes estudantis dos protestos que tomaram o país em 2011, a chamada "Primavera chilena", foram eleitos deputados.
A "musa" das manifestações, Camila Vallejo, 25, do Partido Comunista, obteve 43,68% dos votos no distrito de La Florida, contra 24,26% de Gustavo Hasbún, da direitista UDI. Giorgio Jackson, independente, ganhou em Santiago Centro com 48,14% dos votos.
Os dois comandaram as principais entidades estudantis do país: Camila liderou a Fech (Federação dos Estudantes da Universidade do Chile) e Jackson, a Feuc (Federação dos Estudantes da Universidade Católica do Chile).
