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Interditada, ponte Estaiadinha não tem previsão para liberação

Folhapress
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A Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras) informou que a ponte Orestes Quércia, a Estaiadinha, que liga a avenida do Estado à marginal Tietê, na zona norte de São Paulo, continuará interditada por tempo indeterminado porque "sofreu avarias".

 

A via foi interditada no sábado durante a reintegração de posse da favela Estaiadinha, que fica sob a ponte, depois que as chamas de dois incêndios atingiram a sua estrutura. 

 

Ela só será liberada depois que novas avaliações de engenheiros constatarem boas condições estruturais para o tráfego de veículos.

 

Os técnicos analisarão os cabos de aço e a estrutura da ponte. Como a obra foi feita pela Dersa, será necessária uma análise do projeto e cálculos para que os engenheiros possam analisar os estragos.

 

Pelo sentido Ayrton Senna da marginal, a via fica a cerca de 200 metros depois da ponte da Casa Verde. O acesso à ponte possui sentido único.

 

Reintegração

 

Cerca de 200 famílias que moravam no terreno sob a ponte foram retiradas da área anteontem. Desde então, pelo menos 300 pessoas acampam desde na sede do Detran, na avenida do Estado.

 

Elas dizem que vão ficar no local até a prefeitura pague auxílio-aluguel ou ofereça um local para que eles construam casas.

 

Os moradores reclamam da falta de atenção das autoridades, da fome e do frio. A ex-moradora da Estaiadinha Lucimara Oliveira Santana, 26, está em frente ao Detran desde a reintegração e disse que o filho dela não foi à escola por falta de roupas. "A gente depende do que trazem para a gente porque nossas coisas queimaram no incêndio. Meu filho de 3 anos está com a mesma roupa do corpo e à noite sente muito frio", disse.

 

A favela foi instalada há cerca de cinco meses em uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados. O terreno pertence à Prefeitura de São Paulo, que entrou com pedido de reintegração de posse há dois meses. A Justiça acolheu o pedido e determinou que os moradores saíssem do local em até 90 dias.

 

Segundo os sem-teto, houve nesse período uma série de negociações com a prefeitura, que teria pedido para que eles indicassem outros terrenos para alojar as famílias.

 

A prefeitura afirma que vem cadastrando as famílias da ocupação da Estaiadinha em seus programas de habitação social desde o final de julho, integrando-as à meta de entregar 55 mil moradias até o fim da gestão.

 

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