Polícia

PM abre inquérito para investigar disparo contra eletricista

Por Tisa Moraes | Com Ricardo Santana e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

A PM instaurou inquérito policial militar (IPM) para apurar se houve excesso na ação que feriu gravemente o eletricista Leandro Benedito dos Santos, 31 anos, na tarde do último domingo. Morador do Núcleo Leão 13, ele foi atingido no abdômen por um tiro disparado por um policial militar, durante abordagem dentro de casa.

A vítima segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru. O policial envolvido na ação, um soldado da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) que não teve a identidade divulgada, deverá passar por acompanhamento psicológico, mas não será afastado de suas funções, conforme adiantou o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I).

Como procedimento padrão, um inquérito policial militar já foi instaurado para investigar e determinar a dinâmica que resultou no disparo que feriu o morador. “Serão juntados laudos e provas periciais. Em 40 dias, o inquérito deverá ser concluído”, afirma o comandante do 4º BPM-I, tenente-coronel Walter de Oliveira.

Mas ele adianta que, até o momento, não há indícios de que a ação do soldado tenha sido ilegítima. “Este morador estava com uma arma na mão, recebeu ordem para que largasse a arma e, como não obedeceu, o policial efetuou o disparo, exatamente como é treinado a fazer. Todas as circunstâncias o levavam a adotar este procedimento”, explica.

Ainda segundo o comandante, o soldado atirou com o objetivo de neutralizar uma possível reação agressiva e, mesmo nestes casos, a orientação é disparar contra o tronco do alvo. “O policial age instintivamente. Então, ele não tem tempo para mirar nas pernas ou nas mãos, por exemplo. O recomendado é apontar para o perfil mais largo do alvo: o tórax ou abdômen”, explica.

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