O tribunal de São Petersburgo, na Rússia, autorizou hoje a liberdade de mais cinco ativistas do Greenpeace, presos desde setembro acusados de vandalismo. Com isso, sobe para 17 o número de presos liberados pela Justiça russa, sendo 14 estrangeiros.
Eles fazem parte de um grupo de 30 ambientalistas que estavam no barco Arctic Sunrise e interceptou uma plataforma da estatal russa Gazprom, em protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. Inicialmente, os militantes foram acusados de pirataria, mas depois foram indiciados por vandalismo.
Os ativistas que tiveram a liberdade autorizada com o pagamento de fiança de 2 milhões de rublos (R$ 141 mil) são o americano Peter Willcox, 60, capitão do navio, os britânicos Alexandra Harris e Kieron Bryan e os holandeses Faiza Oulahsen e Mannes Ubels.
Eles são os últimos a serem liberados na série de sessões que o tribunal fará para determinar se a prisão preventiva dos ativistas deve ser prorrogada. Na terça (19), outros nove estrangeiros foram liberados pela Justiça russa, incluindo a brasileira Ana Paula Maciel, 31.
O tribunal russo deverá avaliar os outros casos até o fim da semana, pouco antes de vencer o prazo da prisão preventiva, no domingo (24). Até o momento, apenas o australiano Colin Russell teve a prisão prolongada e deverá ficar na cadeia até 24 de fevereiro.
A defesa tentou pedir fiança ou prisão domiciliar em um hotel de São Petersburgo, mas as duas proposições foram recusadas pela juíza Alla Yermakova. Para a magistrada, o australiano pode atrapalhar a investigação ou deixar o país.