Política

Ação que acusava Tiririca de ser analfabeto é arquivada pelo STF

Folhapress
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O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou nesta quinta-feira (21), uma ação contra o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca. Ele era acusado pelo Ministério Público de ocultação de bens e de ter fraudado o documento de registro de candidatura quando declarou que era alfabetizado.

Tiririca, que recebeu 1,3 milhão de votos e foi o parlamentar mais votado das eleições de 2010 tinha sido absolvido na primeira instância da Justiça.

Mas, devido a um recurso do Ministério Público, que tentava reabrir o caso, teria havido dificuldade maior na escrita, mas ainda assim ele foi capaz de escrever algumas palavras. Por isso, considerando que a Justiça Eleitoral só proíbe a candidatura de analfabetos completos, e não funcionais, ele entendeu que Tiririca tinha o direito ao mandato.

Em relação à acusação sobre ocultação de bens, a Justiça avaliou que o patrimônio do deputado havia sido transferido para seus filhos e a transferência foi comprovada, não havendo, portanto, ocultação.

Ao julgar a ação, apesar de não terem avaliado especificamente se Tiririca sabia ou não ler e escrever, mas somente se a decisão da primeira instância que absolveu o deputado deveria ser revista, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski disseram que eventuais restrições a analfabetos funcionais prejudicariam a democracia.

"Corremos o risco de, se sofisticarmos, criarmos um modelo eleitoral aristocrático e discriminatório", disse Gilmar.Lewandowski, por sua vez, disse que 90% da população brasileira, "quiçá", sofre da mesma "deficiência" de Tiririca. Ele ainda taxou a denúncia do Ministério Público de inepta e disse que ela não deveria prosperar.

    

 

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