Regional

Sem-terra evitam a reintegração de posse e deixam acampamento

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Acampados há mais de dois meses às margens da estrada municipal Iac-010, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) decidiram deixar o local ontem.

O grupo tinha um mandado de reintegração de posse em seu desfavor desde a semana passada, que deveria ser cumprido ontem.

Conforme noticiado pelo JC, os assentados pleiteavam uma fazenda que, apesar de ser produtiva, está em disputa judicial entre o espólio de Genaro Mondelli, seu antigo dono já falecido, e o Banco Indusval, que teria adquirido o imóvel como pagamento de um empréstimo.

Como a estrada é estreita e por ali passam muitos caminhões, o prefeito Francisco Donizeti dos Santos, o “Chico do Bordado”, entrou com pedido de reintegração de posse do local, pedindo a saída dos sem-terra.

Eles ocuparam a prefeitura no início do mês e o prazo foi prorrogado, desde que o grupo trouxesse documento do Incra, atestando a possibilidade de reforma agrária no local. Como o documento apenas falava da possibilidade de reforma agrária na região, o pedido de reintegração de posse foi mantido.

Houve novo protesto com a interdição da Bauru-Iacanga, pneus foram queimados, mas o município não recuou. Em entrevista com a reportagem na tarde de ontem, o porta-voz do MST, Eduardo Cunha, explicou que o grupo decidiu sair antes que a Polícia Militar (PM) cumprisse a reintegração. “Como o helicóptero da PM estava sobrevoando o local, eles resolveram sair. Agora eles irão para as margens da Bauru-Iacanga, por enquanto”.

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