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Reconstituição será feita mesmo sem a presença do padrasto de Joaquim

Folhapress
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A reconstituição da madrugada do último dia 5, data em que o menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, supostamente desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto (213 km de Bauru), acontecerá mesmo com a ausência do principal suspeito pelo sumiço e morte da criança, o padrasto Guilherme Raymo Longo, 28 anos.

O advogado dele, Antônio Carlos de Oliveira, afirmou na manhã de ontem que o delegado Paulo Henrique Martins de Castro dificulta o seu acesso ao inquérito policial e, por esse motivo, orientará Longo a não participar da reconstituição. “Não tive acesso ao inquérito, fica difícil preparar a defesa. Se eu não ler (o documento), ele não vem”, afirmou.

Oliveira foi à Delegacia Seccional de Barretos (238 km de Bauru) orientar Longo. Ele está preso temporariamente no local desde o último dia 10, quando o corpo de Joaquim foi encontrado no rio Pardo.

O delegado não quis comentar a afirmação de Oliveira. “O que ele fala é problema dele, eu não tenho nada a dizer em relação a isso”, disse.

Sobre a participação de Longo, Castro afirmou que realizará a simulação dos fatos mesmo sem a presença dele. “Quero eliminar todas as pendências, e vamos fazer com base no depoimento que ele prestou na delegacia”, disse.

Quatro dias depois de ter descartado a presença de Natália Mingoni Ponte, 29 anos, mãe de Joaquim, Castro disse ontem que a psicóloga poderá participar da reconstituição. “Não defini ainda. Caso ela participe, serão feitas duas cenas distintas”, afirmou.

Segundo o delegado, a Polícia Civil acerta os últimos detalhes para que seja feita ainda na tarde de hoje. Entretanto, ele não confirmou data e horário.

Na manhã de ontem, Castro se reuniu com a Polícia Militar para traçar estratégias de segurança. A intenção é bloquear o acesso de ruas no entorno da casa em que a família morava.

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