Economia & Negócios

Ibovespa sobe com Vale, mas setor financeiro limita ganhos; dólar recua


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A Bovespa conseguiu se recuperar de duas sessões consecutivas de queda ontem, ajudada principalmente pela alta das ações de blue chips, que foram beneficiadas pela fuga dos investidores dos papéis do setor financeiro em meio à expectativa de que uma correção das cadernetas de poupança possa levar a perdas bilionárias dos bancos. A alta das bolsas dos EUA e o leilão de concessões de aeroportos, considerado bem-sucedido, também contribuíram para a alta da bolsa brasileira.


No fim dos negócios, o Ibovespa subiu 0,21%, aos 52.800,74 pontos. Na mínima, registrou 52.096 pontos (-1,12%) e, na máxima, 53.221 pontos (+1,01%). No mês, o índice acumula queda 2,68% e, no ano, baixa de 13,37%. O giro financeiro totalizou R$ 6,251 bilhões. Os dados são preliminares.


O Ibovespa começou o dia em queda, mas apagou as perdas graças à melhora das bolsas internacionais e alta dos papéis da Petrobras e Vale. As ações da estatal inverteram o sinal positivo antes do fechamento do pregão, no entanto, afetadas por rumores de que a reunião do Conselho de Administração que vai debater o gatilho para reajuste dos combustíveis pode ser novamente adiada, segundo fonte. A reunião, inicialmente, aconteceria ontem, mas ficou para o dia 29 por causa da falta de um consenso entre governo e estatal sobre a fórmula de reajuste. A nova data, segundo essas informações ainda não confirmadas oficialmente, seria marcada para depois de 6 de dezembro. As ações PN da Petrobras perderam 1,10% no dia, enquanto as ON recuaram 0,95%. Já as ações da Vale ON subiram 0,89%, a R$ 35,33, e Vale PNA, +1,11%, a R$ 32,66.


A licitação dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) ajudou também a impulsionar os negócios e foi comemorado pela presidente Dilma Rousseff como “muito bem sucedida”. O consórcio liderado pela Odebrecht Transport venceu a concessão do Aeroporto de Galeão (RJ), ao ofertar R$ 19,018 bilhões, o que representa um ágio de 293,9%. O Aeroporto de Confins (MG) foi vencido pelo grupo liderado por CCR com uma proposta de R$ 1,82 bilhão, ou ágio de 66%. O valor global do leilão chegou a R$ 20,839 bilhões, o que representa um ágio de 251,7%. O resultado da oferta impulsionou as ações da CCR, que terminaram o dia com alta de 1,26%. Analistas alertaram, no entanto, que o dinheiro resultante da concessão dos aeroportos só começará a entrar nos cofres do governo em 2015 e em parcelas. Mesmo assim, o leilão foi visto como uma sinalização positiva para os próximos leilões, incluindo o da rodovia 163, previsto para a próxima semana.


Nos EUA, as bolsas mantinham-se em alta no fim da tarde. Por volta das 17h30, o índice Dow Jones subia 0,27%, Nasdaq avançava 0,48% e o S&P 500 ganhava 0,40%.

 

JUROS


CDB prefixado/30 dias: 9,69%

CDI: 9,38% ao ano


Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (58.995 contratos) estava em 10,12%, de 10,10% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (203.660 contratos) indicava 10,87%, de 10,88% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (241.710 contratos) apontava 12,09%, ante 12,05% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (182.728 contratos) marcava 12,49%, de 12,46% no ajuste anterior.


OURO


Ouro/grama: R$ 91,00    

Variação: queda de 0,76%


Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 91,00, com queda de 0,76%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.243,13 e fechou em queda de 0,74%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.


DÓLAR


Comercial: R$ 2,283

Variação: queda de 1,05%


O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,281 para compra e a R$ 2,283 para venda, com queda de 1,05%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,267 na compra e a R$ 2,390 na venda, com queda de 1,08%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,340 na compra e a R$ 2,440 na venda, com queda de 0,41%.

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