Quando até o mundo vira as costas, ainda sim não há motivos para se perder. Ser crente a seus valores ajuda a amenizar a dor. A morte é cruel, mas a vida pode ser muito mais, vemos grandes catástrofes naturais dilacerando vidas e fazendo o mundo em lágrimas, devastando tudo sem pedir licença. Países paupérrimos dormem e acordam na sede de sobrevivência por mais um dia, vendo a água (que não é potável) chegar num conta gotas, empesteados por doenças que só aumentam com o passar das gerações. Essa é a realidade que vemos de longe, mas a nossa também é preto e branco. Drogas, maldade e indiferença, dois pontos que infelizmente enraizaram a falta de fé na humanidade.
Agora, pais e filhos se matam por nada, o ódio invade o coração e nem os laços familiares conseguem sair imunes. Enquanto vemos os valores se perdendo, sentimos o tempo passar como o vento, leve, mas que corre em sentido contrário ao nosso sucesso, cortando a face do homem que envelhece e vê as águas calmas do passado desfocando o presente e congelando o futuro. Transformando a razão incontestável, e fazendo com que o mundo todo tenha uma cara só.
O que sobrou é estimar as coisas boas, aproveitando cada segundo que ainda tem cor, refletindo luz e transmitindo amor, já que ninguém está imune aos imprevistos sugeridos pelo cotidiano. Nos resta cultivar a harmonia em casa, a família que não perdeu a essência e que ainda passa o respeito a ética e a moral para seus filhos ganharão a evolução. A mudança tem que vir de dentro para fora e ganhar força onde restam pingos de esperança, precisamos tornar o amor universal para não generalizar os vazios da raça humana.
Marina Madeira