Rebeldes islâmicos liderados por combatentes ligados à Al Qaeda tomaram neste sábado (23) o maior campo petrolífero do leste sírio, disseram ativistas, em uma ação que pode cortar o acesso do presidente Bashar al-Assad a quase toda a reserva nacional da commodity.
O governo não comentou imediatamente o ocorrido, mas a perda do campo de Omar significa que as forças de Assad dependerão quase que exclusivamente do petróleo importado para manter a campanha contra a revolta rebelde, que já dura dois anos e meio.
Ainda não está claro o quanto a perda do campo na província de Deir al-Zor afetará a habilidade de defesa das forças de Assad. Mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo pró-oposição, afirmou que é um grande revés para o governo.
"Agora, quase todas as reservas utilizáveis de petróleo da Síria estão nas mãos da Frente Nusra e outras unidades islâmicas", disse Rami Abdelrahman, chefe do observatório.
Antes da tomada do campo pelos insurgentes, um oleoduto ainda transportava petróleo para ser refinado na região central do país, apesar da guerra civil.
Acredita-se também que Assad esteja conseguindo combustível do gigante xiita Irã, seu aliado regional. Teerã tem financiado a luta do governo sírio contra os rebeldes, além de fornecer ajuda militar.
Bombardeios aéreos em torno da cidade síria de Aleppo, no norte do país, mataram pelo menos 40 pessoas no sábado, a maior parte delas civis, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
O grupo de monitoramento pró-oposição disse que houve pelo menos seis ataques sobre Aleppo e cidades próximas. Dezenas de pessoas ficaram feridas, disse o grupo.
"Alguns dos ataques nas redondezas de Tareeq al-Bab pareciam ter como alvo uma base rebelde mas em vez disso os foguetes caíram sobre uma rua movimentada, causando pesadas baixas civis", disse por telefone Rami Abdelrahman, chefe do Observatório.