A presença dos negros no comando dos pequenos negócios é uma realidade em todos os setores da economia. Entre os anos de 2001 e 2011, a participação dos pretos e pardos no comando das empresas brasileiras teve um crescimento de 29%. Isso fez com que os afroempreendedores se tornassem donos de 49% dos pequenos negócios no País e com atuação nas mais diversas atividades, desde o plantio de alimentos até a construção civil.
Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o aumento da participação da população negra no empreendedorismo é mais uma forma de fortalecer as políticas de promoção de igualdade racial e prevenir o racismo institucional. “Tanto o número de empreendimentos, quanto a população negra no País, cresceram muito nos últimos anos. As políticas de inclusão social que vêm sendo desenvolvidas estão tirando das margens da sociedade pessoas que nunca tiveram oportunidades e isso está mudando a realidade do empresariado brasileiro”.
As principais atividades entre os empresários negros e brancos são praticamente as mesmas nos quatro setores da economia. “Nos dois casos, notamos um elevado número de donos de pequenos negócios atuando no atendimento das necessidades básicas da população, como alimentação e vestuário”, afirma Luiz Barretto.
Quando falamos do comércio, ambulantes e alimentação são os dois ofícios com o maior número de empreendedores. Já no setor serviços, as duas raças atuam principalmente em bares e lanchonetes e salões de beleza. Já na indústria e construção, as principais ocupações são de construção e confecção de roupas.
Os setores comércio e agrícola são o que mais concentram empreendedores pretos e pardos, cada um com 23%. Seguidos pelo de serviço com 21%, construção, com 19%m e indústria, 10%. Entre os brancos, o comércio também é o setor que mais tem donos de pequenos negócios. Do total, 26% estão nesse setor, seguidos pelo de serviços, com 24%, agrícola, com 18%, construção, 12%, e indústria, com 10%.
Melhoria Contínua - Corrente Positiva
Quando você recebe uma gentileza, além de fazer bem, você se sente estimulado a fazer outra gentileza. Se você agir nesse sentido, surge uma corrente de gentilezas.
Qualquer tipo de doação positiva é, de alguma forma, uma cooperação. Por sua vez, a cooperação é a base da utilidade. Como é bom se sentir útil. O sentimento de inutilidade, possivelmente, é um dos piores que um ser humano pode ter. A cooperação gera uma união entre o doador e o recebedor. Conexão essa que provoca, com o tempo, o retorno daquela ação ao doador. Em outras palavras, a corrente, com seus elos, volta para a pessoa que a originou. No popular é dito que “plantou, colheu”.
O elo dessa corrente, nesse caso, é a gratidão ou a vontade de retribuição.
Nessa linha de raciocínio, também existe a corrente negativa. É quando alguém contamina outro com pessimismo, grosseria, xingamento, pensamentos de raiva, etc.
Nesse caso, se você é vítima, é recomendável interromper esse tipo de corrente. Não é fácil, pois exige muito equilíbrio, paciência, compreensão, boas intenções, altruísmo e muita responsabilidade.
Por que escrevo isso? Percebo de tempo em tempo, em pólos calçadistas, como das cidades de Jaú e Franca, devido fatores diversos de mercado, o surgimento de correntes negativas, originadas geralmente por uma minoria que tende a focar nos problemas e na busca de culpados, ao invés de se voltar à soluções. Como conseqüência vem a baixo autoestima e até a possibilidade de desistência.
O problema sempre foi um alerta de que algo precisa ser melhorado. Somos dotados de um cérebro, equivalente a um computador de três bilhões de bilhões de dólares, que normalmente é pouquíssimo utilizado. Não existe problema sem solução. O mercado dos dias atuais exige se reinventar constantemente. A empresa que não tiver cultura de criatividade, logicamente, terá problemas.
Temos de ir à luta. O que não podemos é assistir de braços cruzados um segmento importantíssimo como é o do calçado ser contaminado por tais correntes negativas.
Isso me faz lembrar de falas dos mais antigos: “Diga-me com quem tu andas e eu direi quem tu és”; e “antes de mais nada, procure a verdade”.
Independente se o concorrente é chinês ou gaúcho, visando gerar uma energia mental positiva, fica aqui um recado proveniente de estádios de futebol: “Vamos para cima!”.
Davison de Lucas - diretor da M. Davison Consultoria
Site: www.mdavison.com.br