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As armas do Paschoalotto/Bauru para vencer os jogos o torcedor já conhece bem. A equipe comandada pelo técnico Guerrinha tem nos pivôs Murilo Becker e Lucas Tischer a força no garrafão, com os armadores Ricardo Fischer e Larry fazendo o trabalho de perímetro, juntamente com os alas Gui Deodato, Fischer e o recém-contratado Ayarza.
Mas e o Aguada, tradicional clube uruguaio que está no caminho dos bauruenses na semifinal da Liga Sul-Americana? A equipe disputará a fase final em casa, uma vez que as partidas serão no Palacio Peñarol, em Montevidéu. Assim como Bauru, o time do Uruguai também busca equilibrar a força do garrafão com o trabalho de perímetro. O confronto entre Bauru e Aguada pela semifinal da Sul-Americana será amanhã, às 21h.
Os dois estrangeiros que estavam no elenco do Aguada na temporada passada saíram. Para a disputa da segunda fase foram contratados o ala Mc Gowan, o ala/pivô Jeremis Smith e o pivô Dwayne Curtis, todos norte-americanos, ajudando encorpar a equipe. O time-base comandado pelo treinador Javier Espíndola passou a utilizar estrangeiros nas posições três, quatro e cinco, com dois atletas da seleção uruguaia nas vagas restantes.
São eles o armador Federico Bavosi e o ala/armador Leandro García Morales, grande estrela do clube que é o atual campeão uruguaio – venceu o Defensor Sporting por 4 a 3 nos playoffs finais em junho passado. Bavosi e Morales já são veteranos – 32 e 33 anos, respectivamente – e defenderam a Celeste na última Copa América, quando venceram o Brasil de Larry Taylor e cia.
O técnico Guerrinha, do Paschoalotto/Bauru, faz uma análise das características do adversário de amanhã. “O armador, o García Morales e o lateral (Mc Gowan) são os que têm mais volume de jogo. O pivô cinco deles joga mais defensivamente, enquanto o Bavosi (armador) tem uma boa experiência na Europa, já passou pela Itália e pela Espanha”, avalia.
O grande craque do Aguada é, sem dúvida, García Morales. Ele é o cestinha da Liga Sul-Americana, com média de 24,8 pontos por jogo, e “carregou” o time nas costas na primeira fase, quando o trio de norte-americanos ainda não havia chegado. O jogador começou no basquete universitário dos Estados Unidos, e acumula passagens pelos principais clubes do Uruguai, México e Venezuela. Com a camisa da seleção uruguaia, o atleta teve média de 11,3 pontos na última Copa América, com aproveitamento de 35% nos chutes do perímetro. Pelo Aguada, seu aproveitamento nas bolas de longe é parecido (37%), com destaque também para as bolas de dois pontos (53%) e lances livres (85%).
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Divulgação |
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Ala/Armador García Morales, o ‘Mão Santa’ dos uruguaios |
Quase em Bauru
García Morales por pouco não vestiu a camisa do Bauru Basket no início do atual projeto, em 2008 – na ocasião o atleta preferiu ir para o basquete venezuelano. E é por este ala/armador de 1,88m que passa boa parte do jogo do Aguada. “Oitenta por cento do volume de jogo deles está no García Morales. Ele representa para o Aguada o que o Oscar fazia na Seleção na época que eu jogava. Ele chuta muito bem, conduz o jogo. A gente vai ter uma defesa tática, dando uma atenção especial com ele e com outros que concentram muito o jogo”, especifica Guerrinha.
“É um estilo diferente da gente. A nossa equipe já não tem hoje um jogador que concentra tanto assim o jogo. Nosso volume é mais diluído entre vários atletas”, aponta o treinador bauruense.
Dragão já está no Uruguai
Após a derrota para o Paulistano pelo NBB, no último sábado, o elenco do Paschoalotto/Bauru seguiu em São Paulo. A delegação embarcou na manhã de ontem para Porto Alegre, onde pegou conexão para Montevidéu. Hoje, os jogadores treinam no Palacio Peñarol, palco da partida decisiva de amanhã à noite.
A outra semifinal da Sul-Americana, entre Brasília e Boca Juniors (Argentina), será a preliminar do duelo entre bauruenses e uruguaios. A final e a disputa do terceiro lugar ocorrerão na sexta-feira.
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