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Alceu Valença fecha o Festival ?Botucanto?


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O cantor Alceu Valença é a grande estrela da noite de sábado do show de encerramento do 10º Festival Nacional da Canção, o Botucanto. Ele fará a apresentação no Espaço Cultural Dr. Antonio Gabriel Marão com entrada franca, após a última etapa do evento.

Promovido anualmente pela Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu, o festival conta com apoio do Governo do Estado de São Paulo. Com uma tenda de mil metros quadrados, palco e praça de alimentação, o evento espera atrair um público de 5 mil pessoas por noite.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Osni Ribeiro, todos os cuidados serão tomados para que a festa seja separada das obras que acontecem no espaço. “A organização realizará o fechamento de toda a parte do local que inclui a obra de ampliação do Espaço Cultural para que o evento ocorra de forma tranquila e segura”, explica.

O Botucanto tem como objetivo divulgar e incentivar a criação musical, revelar talentos, promover intercâmbio cultural entre artistas de diversas regiões do Brasil, além de proporcionar lazer cultural para a cidade e região. Em 2013, o festival reúne não apenas talentos artísticos de São Paulo, como também de Minas Gerais, Paraná, Pará e Rio de Janeiro.

Além das músicas concorrentes e atrações principais, o festival recebe durante as três noites de apresentações os pocket shows campeões do Prêmio Botucanto 2012. Na quinta-feira, primeira noite de eliminatórias do concurso, o público poderá prestigiar a dupla Luana Mariano e Cesar Barbosa com o projeto Sambulus – Um Mais Um. O espetáculo já foi apresentado em casas de jazz de Nova Iorque e se serve do que há de mais brasileiro na cultura nacional.

Na sexta-feira o show Amor e Som, com Alana Moraes e Gabriel “Selvage”, apresenta um repertório que vai do chamamé ao samba. A dupla traz influências do Rio Grande do Sul, seu estado de origem, e de países vizinhos como Argentina e Uruguai.

O último pocket show a ser apresentado será Violeiro Bugre, com Índio Cachoeira, no dia 30 (sábado). No espetáculo, o cantor e compositor, acompanhado por músicos e catireiros, apresenta um repertório com solos de viola, canta seus sucessos e presta uma homenagem especial ao mestre Tião Carreiro.


Show de encerramento

A grande final do evento terá o cantor compositor mais importante nordestino com sucessos como Tropicana, Girassol, Como Dois Animais e Anunciação.

Nascido entre o agreste e o sertão de Pernambuco, Alceu Valença conheceu na infância as expressões que lançaram as bases de sua arte: a música dos cantadores, emboladores, violeiros, aboiadores; dos cegos e suas cantigas de feira, dos cordelistas e que escreveram em versos a epopeia do nordeste brasileiro.

Deste universo, incorpora baiões, xotes e forrós que ajudaram a constituir sua identidade musical. Homenageia o centenário de Luiz Gonzaga com as recriações de “Baião”, “Sabiá” e “Xote das Meninas”, em reverência ao rei do baião, que comparava a música do jovem Alceu a “uma banda de pífanos elétrica”.

Sob esta influência, Alceu compôs sucessos como “Coração Bobo”, “Tropicana”, “Anunciação”, “Cabelo no Pente”, “Táxi Lunar” (esta com Geraldo Azevedo e Zé Ramalho), em diálogo permanente com as sonoridades contemporâneas universais.

Do sertão para o litoral, Alceu Valença celebra a mágica dos verões de Olinda em “Dona de Sete Colinas”, percorre os caminhos ensolarados do Recife em “Pelas Ruas Que Andei” e a beleza das tardes femininas de Boa Viagem em “Belle Du Jour”. 

Entre o agreste e a megalópole, transcende seus limites estéticos e cronológicos na “Embolada do Tempo”, uma granada rítmica e poética sobre o senhor das horas que “não tem fim nem começo, mesmo virado ao avesso não se pode mensurar”.

Alceu Valença canta em Botucatu acompanhado por Paulo Rafael (guitarra), Tovinho (teclados), André Julião (sanfona), Nando Barreto (baixo) e Cássio Cunha (bateria).

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