Polícia

Ambulante nega ter chamado atirador

Por Vitor Oshiro | Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O ambulante envolvido na briga no Centro de Bauru que terminou com dois baleados se apresentou na manhã de ontem à Polícia Civil. Eduardo Santana da Cunha, 28 anos, porém, negou conhecer ou ter qualquer relação com o atirador que atingiu os dois camelôs que brigavam com ele naquele momento. Após ser ouvido, o homem foi liberado.

Conforme noticiado pelo JC, a dupla tentativa de homicídio ocorreu por volta das 16h30 da última quinta-feira. Na quadra 2 da rua Ezequiel Ramos, o camelô que se apresentou ontem teria discutido com os também ambulantes Leandro Henrique Alves, 32 anos, e Carlos Elias Lopes, 22.

A discussão teria se tornado uma grande briga entre Eduardo, Leandro e Carlos e um outro homem ainda não identificado. Em determinado momento, uma quinta pessoa, também desconhecida, teria sacado uma arma de fogo, aparentemente um revólver calibre 32, e efetuado vários disparos.

Leandro foi ferido na panturrilha direita e tentou fugir em direção à quadra 5 da rua Agenor Meira. Já Carlos, atingido na coxa direita, correu para dentro de um estacionamento que fica em frente às barracas.

As vítimas foram socorridas e alegaram que os disparos tinham sido efetuados a mando de um homem chamado de Du. “Porém, o ambulante Eduardo se apresentou ontem e deu sua versão. Disse que não conhecia essa pessoa que atirou. Ele veio com o advogado e outras testemunhas”, explica o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ), Kleber Granja.

De acordo com a versão apresentada por Eduardo, ele estava desmontando sua barraca quando Carlos e Leandro começaram o desentendimento. Ao contrário da história dos atingidos, ele alega ter sido acertado por uma barra de ferro.

“O Eduardo afirma que os dois foram para cima dele e, assim, começou uma briga. Nega que tenha saído para buscar ajuda. Ele conta que um cliente que ali estava viu a confusão e resolveu intervir. Enquanto os quatro brigavam, um desconhecido teria efetuado os disparos”, explica o delegado.

Investigações

A versão apresentada por Eduardo da Cunha dificulta as investigações. A Polícia Civil esperava que ele fosse o elo para identificar o atirador. “Estamos em busca de imagens de câmeras de segurança do Centro para conseguir novas pistas e indicar a versão verdadeira”, aponta Kleber Granja.

Tanto o camelô que se apresentou ontem quanto outras testemunhas descreveram o suspeito como um homem de cerca de 30 anos trajando moletom e calça preta. “Disseram que ele usava também aquele cabelo moicano tradicional”.

Além de negar ter qualquer relação com o atirador, Eduardo também disse que já havia sido ameaçado pelos outros dois ambulantes. “Porém, ele não fez qualquer registro na polícia”, completa o delegado.

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