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Silvio Berlusconi ficará ficará inelegível por seis anos |
O Senado da Itália cassou, nesta quarta-feira (27), o mandato do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, 77 anos, condenado a quatro anos de prisão por fraude fiscal em última instância em agosto. Com isso, ele ficará inelegível por seis anos, praticamente dando fim a seus 20 anos de carreira política.
A Câmara alta do Parlamento rejeitou os nove projetos de lei apresentados por diversos senadores para que não seja aplicada a chamada lei Severino, aprovada no governo de Mario Monti, que estabelece a expulsão do Parlamento dos condenados a penas superiores a dois anos de prisão.
Pouco antes da cassação, o ex-chefe de governo disse a seus partidários que ele passava por "um dia de luto". "Hoje, vejo em seus olhos que a emoção não é apenas minha, mas também a de vocês", disse, agradecendo os milhares de partidários reunidos em apoio ao seu líder.
Crimes
Além da condenação por fraude fiscal, Berlusconi está envolvido em outras ações judiciais, com acusações às quais nega. Em junho, ele foi condenado em primeira instância a sete anos de prisão por abuso de poder e prostituição juvenil no caso em que ele é acusado de ter feito sexo com a marroquina Karima el-Mahroug.
A jovem, conhecida como Ruby, tinha 17 anos no momento da suposta relação. Ele ainda foi condenado por exigir a liberação da adolescente quando ela foi presa por furto em uma loja. Na época, Berlusconi justificou a soltura dizendo que a jovem era parente do então ditador egípcio, Hosni Mubarak.
A decisão, tomada em primeira instância, ainda cabe recurso em outros dois níveis -o Tribunal de Apelações e a Corte Suprema. Ele ainda foi condenado a um ano de prisão em Milão por violar o sigilo telefônico de uma ligação feita em 2005. O conteúdo da conversa foi publicado pelo jornal "Il Giornale", de propriedade de seu irmão, Paolo.
A ligação foi feita entre o presidente da seguradora Unipol, Giovane Consorte, e o líder do oposicionista Democratas de Esquerda, Piero Fassino, em que os dois discutiam a possível compra do Banco Nazionale del Lavoro pela seguradora, uma transação que não se concretizou.
O conteúdo foi publicado pelo jornal e usado contra Fassino, que era adversário político do ex-chefe de governo na eleição parlamentar de 2006. A fita foi considerada um "presente" para o então mandatário italiano, que venceu o pleito.
Na cidade, ele ainda é processado por obstrução à Justiça. Em Nápoles, Berlusconi é acusado de subornar o senador Sergio De Gregorio, que teria recebido 3 milhões de euros (R$ 9,3 milhões) para deixar o pequeno partido Itália dos Valores logo após a eleição parlamentar de 2006, e juntar-se à centro-direita.
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