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Bancos e Vale ajudam Bolsa a fechar no azul depois de duas baixas

Folhapress
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Ajudado pela valorização das ações dos bancos e da mineradora Vale, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou nesta quarta-feira (27) - em alta de 0,81%, a 51.861 pontos.

Divulgação/Ibovespa

Contribuindo para sustentar a alta da Bolsa, as ações mais negociadas da Vale, representam mais de 8% do Ibovespa,tiveram ganho de 1,88%

Com o movimento, o índice devolveu parte das perdas acumuladas nos últimos dois dias, quando chegou a atingir seu menor nível desde o final de agosto.

Após o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) ter adiado para 2014 o julgamento final sobre a correção das cadernetas de poupança dos planos econômicos dos anos 1980 e 1990, os papéis do setor financeiro encerraram o dia com fortes ganhos, liderados por Itaúsa (+2,77%) e Itaú Unibanco (+2,66%).

"O adiamento deu um prazo maior para os bancos elevarem suas provisões, ampliando o volume de recursos disponíveis para arcar com as contas, caso a decisão do STF no próximo ano seja desfavorável a eles", diz Eduardo Velho, economista-chefe da gestora Invx Global.

Para ele, o caso deve ser monitorado de perto, mas um desfecho ainda está longe. "A cobrança bilionária teria um impacto significativo não apenas para os bancos, mas também para toda a economia, pois provocaria uma restrição maior no crédito concedido pelas instituições financeiras, especialmente às indústrias. A questão deve ser debatida muitas vezes no próximo ano antes de um desfecho", acrescenta.

Também fecharam o dia com alta as ações do Banco do Brasil (+2,63%), do Santander (+1,78%) e os papéis mais negociados do Bradesco (+2,34%).

Contribuindo para sustentar a alta da Bolsa, as ações mais negociadas da Vale, que representam mais de 8% do Ibovespa, tiveram ganho de 1,88%. O movimento, segundo analistas, reflete uma correção à forte perda de mais de 3% registrada na última terça-feira(26), quando o Superior Tribunal da Justiça (STJ) suspendeu o julgamento da tributação de lucros de subsidiárias da mineradora no exterior.

Para a equipe de análise da XP Investimentos, o movimento das ações da Vale mostra que o mercado considera a aceitação ao Refis -programa da Receita Federal para parcelamento de dívidas das companhias, com desconto de juros. "A questão central agora recai no valor a ser pago pela empresa e na forma de pagamento", diz em relatório.

Caso a Vale seja obrigada a arcar com valores acima de R$ 15 bilhões, diz a XP, o impacto será negativo aos papéis da companhia. Se o valor for inferior a R$ 5 bilhões, porém, a repercussão deve ser favorável. O governo estima que essa dívida esteja atualmente em R$ 30 bilhões.

O ganho das ações dos bancos e da Vale ofuscou a perda de 0,58% dos papéis mais negociados da Petrobras nesta quarta-feira (27). Essas ações representam mais de 8% do Ibovespa e tiveram hoje a sexta baixa consecutiva, em meio a queda de braço entre a petroleira e o governo Dilma Rousseff -principal acionista da empresa- sobre a nova metodologia de reajuste nos preços dos combustíveis.

 Os investidores também estiveram atentos ao leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) da rodovia BR-163, no trecho do Mato Grosso, que teve a Odebrecht como vencedora. A CCR, que participou do leilão, mas perdeu a disputa, viu suas ações fecharem em queda de 1,18%.

O mercado também operou com expectativa pelo desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) nesta noite, que deve decidir o rumo da taxa básica de juros no país. A principal aposta é de que a autoridade vai elevar a Selic dos atuais 9,5% para 10% ao ano.

A atenção segue no comunicado do BC após a decisão, no qual espera-se que a autoridade sinalize quando deverá por fim ao ciclo de aumento da Selic.

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