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Incêndio atinge auditório do Memorial da América Latina, em São Paulo

Folhapress
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Reuters

Segundo um funcionário, por volta das 15h a energia do local interrompeu, ao voltar foi ouvido um estrondo em um cabo e as chamas começaram

Diretor-presidente do Memorial da América Latina, o cineasta João Batista de Andrade afirmou que a estrutura em forma de abóbada (arredondada) atrapalhou a ação dos bombeiros que combatiam o incêndio que atingiu o local na tarde desta sexta-feira (29) em São Paulo.

De acordo com informações preliminares, o incêndio teria começado na parte B da plateia do auditório Simon Bolívar, após um curto-circuito de uma lâmpada de emergência.

O fogo teria se alastrado no carpete que forra o local. Ao menos 12 pessoas ficaram feridas - 11 bombeiros e um brigadista.

"A fumaça se acumulou no teto e na estrutura de concreto. Isso atrapalhou até o bombeiros a saber onde era o foco de incêndio", disse Andrade. Ele afirmou que todas as vistorias do Corpo de Bombeiros estavam em dia.

Segundo Andrade, ainda não é possível calcular o prejuízo causado pelas chamas. "Mas para o patrimônio cultural, já é uma grande perda", disse.

Uma tapeçaria da artista Tomie Othake, que atravessava toda a extensão do auditório Simon Bolívar, foi danificada pelas chamas. Segundo Andrade, a obra pode ser recuperada porque a instituição tem os desenhos originais da artista.

O auditório tinha capacidade para 1.600 pessoas - 800 em cada ala. O cineasta afirmou, também, que o Memorial tem seguro de todas as obras artísticas do local.

Para este fim de semana, estava previsto um evento de hip-hop no auditório que pegou fogo.

 

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