Esportes

Futebol amador: muito jogo, pouco descanso

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Quem acompanha o futebol amador de Bauru sabe que a situação dos gramados dos estádios distritais não é a melhor. As partes “desfalcadas” já viraram rotina, especialmente nas áreas, e a drenagem também é outro ponto que sempre gera reclamação no período chuvoso.


Porém, se o tempo de descanso do gramado gira anualmente na casa dos quatro meses, que é o período sem jogos do futebol amador de Bauru (janeiro a abril), em 2014 a situação será bem diferente. Com a última partida deste ano acontecendo apenas em dezembro, serão apenas dois meses de “folga” para os distritais, uma vez que o calendário da próxima temporada será mais apertado em função dos Jogos Abertos do Interior, que acontecerão entre 3 e 15 de novembro, e vão exigir reparos nos estádios.


Desta maneira, estes só poderão abrigar jogos do futebol amador (Liga Bauruense e Copa Semel), Golden Master e Big Boys até o final de agosto, como já aconteceu em 2012, quando Bauru já sediou os Jogos Abertos. Tanto o coordenador das competições da Semel, Ubiratan Alves da Silva (Bira), como também o secretário da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA), Wellington Chateaubriand, se comprometem a encerrar os campeonatos do próximo ano até o fim de agosto.


“Já liberamos alguns dos estádios há dois meses, como a Vila Dutra, o Gasparini e o Toninho Guerreiro, quando o campeonato da Primeira Divisão chegou na fase decisiva”, diz Wellington Chateaubriand, da LBFA. “Estamos fazendo a final no Edmundo Coube por uma questão de segurança, pois é o único onde a Polícia Militar permite ter final. Mas não está com um bom gramado”, adianta o dirigente, que procura eximir sua entidade do excesso de partidas. “Já reduzimos de 24 para 20 times nesse ano nas duas divisões. Mas não posso diminuir mais, não temos receita, dependemos disso. Esse ano foi feito um rodízio dos campos entre a nossa Liga e a (Copa) Semel, então melhorou a distribuição dos estádios aos domingos”, pondera.


Roger Barude Camargo, secretário municipal de esportes, explica que o problema do gramado está mesmo no excesso de jogos. “No (estádio) Edmundo Coube foi feito o plantio de um tipo adequado de grama quando houve a reforma (em 2010). Mas há um número grande de partidas, por isso o gramado acaba não aguentando”, diz.



Vai com o que tem


Apesar da carência de estádios, não está nos planos da Secretaria Municipal de Esportes (Semel) a construção de novas praças. “Esta não é uma prioridade no momento. Não temos a intenção, pelo menos agora, de construir nenhum novo estádio”, aponta o secretário Barude. “Temos a pretensão futura de fazer dois estádios. Um seria no (Parque) São Geraldo, mas isso não será para agora”, detalha.


A solução a curto é prazo é tentar otimizar a recuperação do gramado dos estádios, que chegam a ser exigidos com até oito jogos em um mesmo final de semana. “Assim que os campeonatos terminarem, vamos tratar a grama com adubo e calcário”, comenta Barude. “Serão duas etapas de tratamento do gramado, uma em dezembro e janeiro, e outra em setembro e outubro, antes do início dos Jogos Abertos”, ressalta. A manutenção é feita pela própria equipe da Semel, enquanto a Secretaria do Meio Ambiente fornece o adubo.


Atualmente, são utilizados para jogos o Estádio Municipal Edmundo Coube e os distritais Sílvio de Magalhães Padilha (Vila Giunta), Horácio Alves Cunha (Bela Vista), Toninho Guerreiro (Mary Dota), José Spetic Filho (Vila Dutra) e José Carlos Galvão de Moura (Gasparini). O estádio Mirante Ferroviário é particular, de propriedade do Triagem, e foi usado para os jogos da Copa Semel neste ano. De acordo com o organizador da competição, Ubiratan Alves da Silva, já há um compromisso de que o mesmo ocorra em 2014, com possível extensão também para as partidas da Copa Big Boys (sábados pela manhã).

 

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