Caixas com documentos importantes podem ter sido destruídas no incêndio que ocorreu na tarde de anteontem no Memorial da América Latina, na zona oeste de São Paulo. O local onde esses arquivos estavam ainda não havia sido liberado para vistoria até a tarde de ontem.
AE |
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O incêndio quebrou vidraças, derreteu metais e provocou rachaduras nas paredes |
Isso ocorre porque o Corpo de Bombeiros ainda fazia o trabalho de rescaldo no local, que só deveria terminar ainda ontem para que a Defesa Civil e outros técnicos façam uma análise estrutural e de danos no local.
Um dos funcionários responsáveis pelo arquivo do Memorial Francisco de Assis Gomes, 67 anos, está preocupado com o estado da documentação. “Há várias caixas de documentos que eu mesmo arquivei lá, inclusive plantas originais do (arquiteto) Oscar Niemeyer (1907-2012)”, disse.
90% destruído
O Corpo de Bombeiros estima que 90% do interior do Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, foi destruído no incêndio. A Fundação Memorial afirma que as chances de a tapeçaria de Tomie Ohtake que enfeitavam a lateral do auditório ter escapado é muito pequena.
O incêndio quebrou vidraças, derreteu metais e provocou rachaduras nas paredes. O balanço final dos bombeiros foi de 25 feridos - todos bombeiros que trabalhavam no combate às chamas. Destes, cinco permaneciam internados no Hospital das Clínicas na tarde de sábado - quatro estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Restauração
O secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, informou que, independentemente do grau da destruição, o Auditório Simón Bolívar será restaurado. “Vamos garantir o mais pronto restauro do auditório.” Não havia ainda, entretanto, uma estimativa do prejuízo causado pelo acidente. “A tapeçaria da Tomie Ohtake pode ser feita com facilidade. Ela tem o projeto original”, afirmou Andrade.
