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Dilma busca acordos visando reeleição

Folhapress
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Ao lado do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff abriu ontem a temporada de negociações para conquistar, por meio de partidos aliados, palanques estaduais para turbinar sua campanha nacional pela reeleição.


Em reunião com o PMDB e, em seguida, com o PP, Dilma busca resolver problemas de convivência com as legendas que integram a coalizão federal e evitar que candidatos aos governos locais deem palanques a seus rivais.


Petistas têm dito o seguinte: as legendas hoje parceiras do Planalto podem, se quiserem, lançar candidatos próprios nas 27 unidades da federação, desde que não façam campanha para os adversários da presidente.



Apoio à família Sarney


Na rodada de negociações com o PMDB, o PT indicou que deve abandonar a candidatura do comunista Flavio Dino ao governo do Maranhão e manter o apoio à família Sarney. A decisão foi anunciada pelo presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO).


Segundo o dirigente, esse foi o único entendimento da reunião de ontem comandada por Dilma ao lado do ex-presidente Lula. O encontro ocorreu na Granja do Torto, residência de campo da Presidência.


“Avançou bastante. Teremos de sentar outras vezes, mas nesse caso do Maranhão a questão já foi resolvida. A ala que apoia o candidato da governadora Roseana, do PMDB, ganhou a convenção... A ala do PT. Logo deverá apoiar o candidato a governador da governadora Roseana Sarney, do PMDB”, afirmou.


No Maranhão, uma ala do PT queria apoiar o comunista Flávio Dino, candidato à sucessão de Roseana. Esse é um dos poucos pedidos de apoio feito pelo PC do B ao PT na corrida eleitoral de 2014.


Principal aliado, o PMDB também contabiliza divergências com o PT especialmente no Rio, Minas Gerais, Paraíba e Ceará. Os dois primeiros Estados têm densidade eleitoral e peso na convenção do PMDB que ratificará a aliança com Dilma no ano que vem.



Rio


No Rio, a situação é considerada explosiva. O governador Sérgio Cabral ameaça seguir com o senador Aécio Neves se o PT mantiver a candidatura do senador Lindberg Farias. No encontro de ontem, o PMDB pediu que os petistas adiem a saída do governo Cabral para março. O PT não teria dado uma resposta.


A reportagem apurou que a estratégia do PMDB é ganhar tempo para ver se a candidatura do vice-governador Luiz Fernando “Pezão” decola e o partido conquiste, assim, argumentos para tentar descredenciar a campanha de Lindberg.



Pesquisa


Pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, lideram a intenção de voto para o pleito do próximo ano. Dos nove cenários testados na pesquisa, a presidente pontua de 41% a 47%, dependendo de quem são seus adversários. Lula oscila de 52% a 56%.


No cenário em que Dilma tem 47%, segundo a pesquisa, o senador mineiro e presidente do PSDB, Aécio Neves, tem 19%. O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) aparece com 11%. Dilma só não venceria no primeiro turno em cenário em que Marina Silva, agora no partido de Campos, aparece como candidata. Lula venceria no primeiro turno nos quatro cenários em que seu nome aparece, inclusive contra Marina e o ex-governador paulista José Serra (PSDB).


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%, numericamente em segundo lugar. Dilma, com 44%, venceria no primeiro turno. Aécio teria 14%. Campos, 9%.

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