Os Estados Unidos se ofereceram para destruir os produtos químicos prioritários da Síria, afirmou ontem a Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq).
A instituição, que atua como cão de guarda sobre o uso desses armamentos, informou que as operações serão realizadas em um navio dos EUA usando o método da hidrólise, somado a uma embarcação naval que passava por modificações para apoiar as operações.
A Opaq afirmou ainda ter recebido sinalizações de 35 empresas interessadas na destruição do arsenal químico da Síria.
“Os Estados Unidos se ofereceram para contribuir com uma tecnologia de destruição, suporte operacional completo e financiamento para neutralizar substâncias químicas prioritárias da Síria”, disse a organização em um comunicado.
No total, afirmou a Opaq, 35 empresas demonstraram o seu interesse em participar do processo.
Deverão ser destruídas cerca de 800 toneladas de material químico e 7,7 milhões de litros de resíduos líquidos.
O desarme sírio foi estipulado por uma resolução da ONU e deve ocorrer até meados de 2014.
Ele é parte de um acordo fechado em outubro passado entre os governos da Rússia e dos EUA para evitar uma intervenção militar americana na Síria, após um ataque com armas químicas que matou mais de mil pessoas em Damasco no fim de agosto, conforme a inteligência americana. O confronto entre o regime sírio (alauíta) e os rebeldes (sunitas) pelo poder já matou mais de 120 mil pessoas, de acordo com estimativas da ONU tidas como conservadoras.