Quioshi Goto |
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Uma mulher, com cerca de 40 anos, morreu na hora |
A rodovia Bauru-Jaú foi o palco de mais um triste cenário na noite desta segunda-feira (2) Uma mulher foi atingida por um veículo na Comandante João Ribeiro de Barros e morreu na hora. A colisão foi tão forte que o carro capotou, atravessou o canteiro central e só foi parar na grade lateral do outro lado da pista.
A vítima, identificada pela família no local como Adriana Ângela Nardo, de 47 anos, e moradora do Jardim Tangarás, estava 400 metros à frente do quilômetro 224 da chamada Bauru-Jaú, na altura do Distrito Industrial 2, quando foi atingida por um Cruze branco, placas de Igaraçu do Tietê. A mulher foi colhida por volta das 22h no sentido Bauru-Jaú, nas proximidades do Hospital da Unimed.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária, a batida foi tão intensa que o veículo capotou e atravessou o canteiro central. “Ele atingiu a vítima no sentido Bauru-Jaú e só foi parar no sentido oposto da pista. Do ponto do atropelamento até onde ele parou, na proteção da rodovia, dá aproximadamente uns 200 metros”, explicou o sargento Eder Vieira.
O automóvel estava com dois ocupantes no momento do acidente. “Eu estava com a cabeça baixa mexendo no celular. Quando levantei a cabeça, nem deu tempo de ver nada. Ela entrou na frente do nada. Só senti a pancada”, conta o passageiro do veículo, um homem de 30 anos, que pediu para ter a identidade preservada.
Apesar da roupa bastante suja de sangue, ele nada sofreu. Já o motorista, identificado apenas como André, precisou ser conduzido ao Pronto-Socorro Central (PSC). Ele, porém, estaria consciente quando foi socorrido pela concessionária que administra a rodovia.
“Viemos comer um espaguete em Bauru. Estávamos voltando para Barra Bonita. Eu sou de lá, mas o motorista é de Igaraçu. Ele trabalha na Marinha e precisaria embarcar de volta para o trabalho amanhã (hoje). O carro é novinho. Ele comprou não tem nem três meses”, disse o ocupante.
Identificação
A mulher atropelada teve morte instantânea. Por conta da colisão, parte de seu corpo ficou em uma das pistas e a outra foi atirada no sentido oposto.
Até por volta das 23h, a Polícia Rodoviária ainda trabalhava para confirmar a identificação da vítima. “Tenho certeza. É a minha mãe”, dizia uma jovem, aos prantos, na beira da pista.
A garota contou que a mãe tinha vindo de Jaú e parado ali, onde funciona um posto de combustível. “Íamos pegar ela aqui. Eu tinha falado com ela pelo celular. Agora, eu ligo e só da caixa postal. Não tem mais o que ter calma. É a minha mãe”.
A jovem disse que a mãe se chama Adriana Nardo e teria pouco a mais de 40 anos. “Eu vi. É o sapato dela. Não acredito que isso foi acontecer”, lamentava a garota.
A Polícia Científica foi acionada e esteve no local para fazer a perícia técnica. As causas reais em que o atropelamento fatal ocorreu serão apuradas pela Polícia Civil.
‘Senti uma coisa ruim’
Chocada com o acidente, a jovem tinha certeza que o corpo era de sua mãe. Na beira da pista, ela era consolada por pessoas que estavam no posto de combustível.
“Senti uma coisa ruim dentro de mim. Senti isso e vim buscar ela”.
Ao chegar ao local com seu namorado, a jovem já visualizou toda a movimentação da polícia. “É ela. Minha mãe morreu”.